3.6.13

Guia de super heróis para quem não é super anormal




A Marvel faz parte da minha vida. E isso não quer dizer que me vista de lycra e combata o crime nas horas vagas, até porque tendo poucas horas vagas, quando me visto de lycra tenho de aproveitar para correr e acabo sempre por deixar o combate do crime para mais tarde.

Já fui possuidor toneladas de livros, muitos deles ainda em versão da Abril, que vendi por bom dinheiro na altura, quando fenómenos como “gajas”, “copos” e “regabofe” se tornaram mais populares do que o amor pelos comics. Ainda conservo alguns números e tenho amigos que são donos de vastas bibliotecas de comics, agora já em versões originais deluxe.

Acompanho com um bocejo o frenesim que a associação que a Marvel tem com Hollywood causa e que, infelizmente, gera por norma filmes que são só fenómenos para encher o olho. Pessoal com super poderes gera todo um manancial de truques e efeitos que as novas tecnologias exploram em grande e assim, na maior parte dos casos, vamos ver festivais de efeitos e a história é sempre um extra (quando existe).

A maior parte destes filmes são assim do género “mastiga e deita fora”, com autênticos insultos pelo meio, como o caso do Daredevil/Ben Affleck ou o Surfista Prateado transformado em extra de vão de escada de um Quarteto Fantástico que também só lá vai ligado à máquina, isto para não me alongar muito. Honrosas excepções, a meu ver, a saga X-Men (porque em parte respeita a história dos livros e, para além dos efeitos, sempre vai passando alguma da essência dos personagens), Sin City e Watchmen (dentro do universo DC).

O resto vê-se e acredito que não falte quem goste mas, acreditem, está longe de ter a riqueza que podemos apreciar nos livros.

E, assim sendo, conforme me for apetecendo, irei debitar algumas linhas sobre super heróis menos conhecidos que ainda não tiveram direito a filme para que, quando isso acontecer, possam dizer “Bandidos, estão a subverter o esquema das coisas todo”.

No próximo episódio – Pantera Negra, o super herói africano que fica algures entre ser o Eusébio e o Eddie Murphy no “Coming to America”, mas em sério.


6 comentários:

  1. É esta a rubrica? é melhor ainda do que a "sou uma médium mamalhuda" - sempre a surpreender!

    Sin City é a melhor adaptação, o resto é conversa. E eu até sou uma fã incondicional de efeitos especiais, mas não numa perspectiva tão redutora que chega a ser masturbatória (como acontece no quarteto fantástico em que não há nada para além disso).

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    1. Pode ser perfeitamente e seria perfeitamente plausível eu escolher algo que não coloquei na lista ;)

      No entanto, ainda não coloquei por definitivo a mamalhuda mediúnica e a restante troupe na fila para o desemprego. É um processo em curso.

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  2. Protesto... Protesto vigorosamente... Mais, protesto enfaticamente.

    Eu gosto de ver o Robert Downey Jr a fazer de Robert Downey Jr no Iron Man. E repara que não estou a dizer que descobri o sentido da vida a ver os filmes.

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    1. Isto foi uma armadilha a la super vilão, eu deixei alguns filmes para debate em suspenso.

      O roberto como Tony Stark está que nem ginjas, é a personificação do personagem como eu poderia pensar nela.

      O problema aí são os filmes - o primeiro safa-se, o segundo tem ali o Mickey Rourke a encher e o terceiro é só showboating de armaduras, com um argumento que menospreza ali qualquer perspectiva de história com super-vilão decente, etc.

      O Robert é o filme, mas isso não chega para continuar a vender um franchise. Papas o primeiro e o resto é uma fórmula de encher.

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    2. O RDJ só precisava ser um nadinha mais alto para ser ELE , o tal. Ah e o gajo que faz o Loky também gosto.
      A coisa mais horrível a seguir ao holocausto que poderia ter acontecido á humanidade terá sido o Tobey ...Arrrghhh como Spiderman... ainda tenho pesadelos com isso...

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  3. Sin City - muito bom, mas ( e podes crucificar-me á vontade) gostei muito do Hellboy...talvez capricho de adolescência, sei lá, mas achei um boneco formidável

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