10.5.13

“Não fazer nada” – uma espécie de dualismo filosófico

Antes de mais, estou longe de não estar a fazer nada, aliás estou tão longe de não estar a fazer nada que não há quase nada que não fizesse por alguns momentos desse calibre.



Contudo, há duas formas de encarar a expressão “não fazer nada”: a positiva, ambição última de quem passa os dias a fazer tudo e mais alguma coisa e que, perante a ideia de um período sem fazer nada de produtivo/exigente, ainda que curto, pode levar à salivação abundante. Já a negativa passa por aquela resposta vaga e ligeiramente depressiva de quem se lamenta da sua falta de produtividade e que, por norma, pouco ou nada faz para alterar a condição.



O curioso é que, geralmente, as pessoas que nunca têm tempo para não fazer nada estão sempre a arranjar maneiras de continuar a adiar esse descanso que almejam, ao estilo burro atrás da cenoura. Já as que passam tempo a mais sem fazer nada, apesar do queixume, arranjam todas as desculpas e mais algumas para continuarem nessa mesma condição. A inércia ainda é uma droga legal.



E o que é que podemos fazer acerca disso aqui? Nada, que isto é um blog foleiro e não há cá consultório de psicologia/filosofia/conselhos para a vida.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Se vais dizer alguma coisa, escreve, não fiques para aí a olhar.