23.4.13

Os Fofanas e os Bambos também amam


Sou um gajo que pensa em temas importantes mas, como isso é demasiado mainstream, vejo-me depois arrastado para os temas realmente importantes que escapam ao olho do cidadão comum.

Toda a gente que viva em Lisboa já recebeu um papelinho à saída do Metro ou encontrou um folheto preso nas escovas do vidro do carro com os serviços de Grandes Mestres, Professores e Doutores africanos. Para além de terem em comum o seu título e uma experiência profissional que, por norma, é superior aos anos de vida que aparentam, a sua área de influência é sempre a mesma – Tratam de problemas de Amor – Dinheiro – Trabalho e, se parecer importante, Saúde.

Para além de tratarem do problema ao vivo ou por carta (muito mais eficazes portanto que a Segurança Social), abordam e resolvem com aparente facilidade temas que torturaram escritores e compositores ao longo de séculos. Imagino até Mozart ou Goethe (só para dar um ar de quem percebe de artes) a ligarem para o professor Kalamar da altura e a pedirem ajuda, porque não estavam a conseguir amarrar convenientemente o amor à sua obra.

A minha questão é, quando um Fofana ama uma Fofana, naquilo que é uma espécie de remix africano do êxito do Percy Sledge (bota aí cultura de Motown que também fica bem ), e as coisas correm mal, ele pode resolver a coisa sozinho ou em casa de mestre africano feitiço de pau e tem de recorrer à concorrência?

No caso de ter de recorrer à concorrência, como é que a coisa funciona de mestre para mestre? Comparam-se anos de experiência, contando dos 40 para cima? Avaliam-se nós de amarração, para ver quantas cabeleireiras de Massamá se juntaram a construtores civis da zona norte do país e quantas meretrizes se afastaram de honestos sexagenários que caíram na trama da prostituição?

Ou, pura e simplesmente, para nunca cair nas mãos erradas, um Fofana não ama, por mais Mestre que seja nas artes e problemas do amor?

O facto de não saber a resposta tortura-me. Ou isso ou o facto de hoje ter saído de casa com umas calças demasiado apertadas.

3 comentários:

  1. onde vais buscar/pensar nestes devaneios!! os meus hemisférios ficam baralhados!

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    1. O problema não é ser difícil, mas sim muito fácil rumo a temas assim :)

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  2. Oh Mak, francamente...
    Toda a gente sabe que os espíritos não os atendem quando eles pedem para si próprios. Faz parte do acordo!!!
    Suponho que vão à concorrência.

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