4.4.13

Agora que já partilhámos todos uma certa insatisfação metereológica


Tenho amigos portugueses que moram em países em que há casos documentados de testículos a congelar só de pensar no tempo que faz lá fora. Em que a neve não é uma esperança ou um destino de férias, mas sim a certeza de andar com uma pá às costas e uma escovinha para fazer risco ao meio ao carro. Conheço gente que mora em sítios em que só faz sol de jeito quando o rei faz anos (e sorte a deles porque lá têm mesmo realeza) e chove com a mesma frequência com que se escreve LOL em chats e Facebook. Tenho até malta conhecida em países que no Inverno levam com temperaturas mais negativas que a maior parte do saldo bancário dos portugueses.

Todos eles têm uma saudade comum – o tempo que faz em Portugal.

Isso significa que temos de ir correr todos de boca aberta para a rua e dar graças aos deuses pela precipitação que nos cai no lombo com bastante regularidade nos últimos tempos? Não, a não ser que tenhamos muito tempo livre e pouco juízo.

Contudo, se não somos nós a dar cartas e até somos daqueles que costumam receber bom jogo com frequência, se começam as queixinhas quando a coisa não corre de feição, cheira logo a conversa de mimadinhos do tempo.

É chato estar de chuva, mas mais chato é quem faz da lamúria da chuva o prato do dia. Se é para encetarem diálogo comigo e expressar a vossa indignação sobre algo, sejam criativos, manifestem-se por exemplo sobre a questão do pão ser quase sempre vendido à unidade e não ao quilo ou a problemática de não se poder fazer a consignação do IRS a instituições que trabalham com animais. O resto é chover no molhado.

2 comentários:

Se vais dizer alguma coisa, escreve, não fiques para aí a olhar.