28.1.13

Quando o cinema vale menos que o milho


Gosto de ir ao cinema e felizmente ainda tenho a capacidade de o fazer regularmente. Obviamente que rentabilizo coisas como o facto de ter Cartão Zon, que permite comprar dois bilhetes pelo preço de um nos cinemas Lusomundo (para quem não seja cliente Zon, existe o Cartão Cultura da revista Sábado que, pelo que sei, por 7,5€ por ano não só permite o mesmo, como ainda dá outros descontos em certos eventos culturais).

O preço normal de um bilhete de cinema, nos dias que correm, oscila entre os 6,60€ e os 7€ facto que, a dividir por dois dá cerca de 3,30€.

Eu sei que é bastante mais caro do que sacar ou ver na net mas, no que a isso diz respeito, posso dizer que mantenho o seguinte ponto de vista – há coisas que valem a pena ser vistas no cinema, nem que seja como experiência ou quebra de rotina. Podemos entrar depois no debate sobre “o que é que vale a pena”, mas essa é uma discussão que dá pano para mangas, porque logo a seguir entrávamos no debate sobre “da tendência para o download para ver tudo primeiro e em catadupa, quando se tratam de séries” e daí em dois tempos estávamos no debate “as pessoa criam rotinas pós-modernas que nem sempre as favorecem”.

Por isso vamos só ficar pela noção de que, actualmente, um bilhete de cinema em condições promocionais (50%) é mais barato do que um balde pequeno de pipocas e eu digo balde porque aquilo não tem outro nome, embora dependendo da localização da sala o termo manjedoura também pudesse ser utilizado. Esta pode ser a forma como as salas de cinema reagem à crise de espectadores, que terá sempre tendência para se agravar dada a conjuntura mas eu, que sou raro consumidor da iguaria, tendo a ser renitente a comprar milho a preço de ouro. E baldes de bebida a preço de milho a preço de ouro.

E a questão que fica é, lucra mais um cinema em ter uma pessoa a ir uma vez por mês ao cinema, enchendo o bandulho de pipocas e refrigerantes, para sair de lá a dizer que aquilo foi caro e é por isso que não vão ao cinema ou lucra mais em ter parcerias que levem as pessoas de modo mais frequente ao cinema, em que os extras alimentares sejam um complemento e não a tentativa de sobrevivência financeira.

Ou então temos um caminho alternativo, onde cada um leva o seu farnel às escondidas, aproveita o espaço vazio na sala para fazer um piquenique e torna o cinema algo ainda mais especial, já que ali formigas só no ecrã.

4 comentários:

  1. E eu que nem compro pipocas... mas os nachos também são caros.

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    1. E dos nachos pouco faltará para venderem a grelhada mista e a saladinha de polvo ;)

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  2. Faço o mesmo que tu, também acho que há coisas que valem a pena serem vistas no cinema.
    E eu até gosto de pipocas, mas não como sempre que vou ao cinema, senão a brincadeira saía cara.

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  3. Normalmente, ou vou ao cinema ou como pipocas. Nunca faço as duas coisas simultaneamente.

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