31.10.12

A escala do brilhantismo

Às vezes dispensa palavras.



E eu não me canso de rever esta pequena apresentação, sempre que me cruzo com ela.
(Este é um resumo, há uma versão mais completa)

29.10.12

Queres conhecer o teu corpo? Corre uma maratona


Vamos começar pelo essencial:


Fiz mais uma maratona, a minha segunda e sobrevivi.


Passemos ao complementar:


O Porto é uma cidade que muito gosto me dá visitar e ter a oportunidade de correr 42kms pelo meio dela, por muito tortuoso que possa parecer, dá-nos a possibilidade de a conhecer, assim como as suas pessoas, de uma forma diferente. E acreditem que fale a pena.

Faço também as contas de que o corpo deve ter centenas de músculos e que a maratona nos dá a hipótese única de conhecermos as dores que correspondem a cada um deles.

Gosto de uma prova em que o tipo ao levantar o dorsal recebe uma garrafa de vinho do Porto. Seja para afogar as mágoas ou celebrar, sabemos que no fim a pomada está garantida.

Sempre tive a ideia que tinha um bom patamar de tolerância à dor. Vendo a malta que caiu tipo fruta madura à minha volta e um ou outro cenário dantesco, tenho agora a noção que tenho também um patamar simpático de tolerância ao horror.


Finalmente, deixo-vos com o acessório:

Gosto de viajar de comboio e devia tentar fazê-lo mais vezes. Gostava no entanto de ver os revisores do Alfa em acção num comboio de uma linha suburbana, só para ver até quando a educação e a fleuma resistem.

Mesmo a 300 e tal kms de casa, numa noite anterior a uma maratona é possível sair para jantar e encontrar alguém conhecido de forma não planeada.

Quando o objectivo é "grandioso" como uma maratona, a adaptação dos objectivos iniciais à nossa situação (dores, lesões, vento) no momento, quando chegamos ao fim é impossível não sentir uma montanha russa de emoções.

Por irónico que seja, depois da conclusão não custa nada vomitar de esforço. Comprovei isso literalmente de várias "fontes".


E agora vou só ali mudar as pilhas à máquina de suporte de vida e volto já.

27.10.12

Vou só ali ao Porto correr uma maratona e já volto

Basicamente é isto, como se precisassem de mais provas que aqui não se joga com o baralho todo. Se conseguir, vou dando notícias, se não conseguir vejam o noticiário da TVI.

Está tudo tratado, cuidado ao pormenor, só falta mesmo levantar-me e amanhã às nove da matina estar a percorrer a Foz de um lado para o outro, com algumas variantes, ida a Gaia e desfalecimento final depois dos 42kms junto ao Parque da Cidade.

Ainda deve dar para chegar antes da hora do almoço.


Obrigado a todos os que enviaram uma música que, se eu não baralhei tudo, está incluída na playlist.


Só resta desejarem-me sorte ou, caso tenham conhecimentos específicos, indicarem-me os hospitais mais próximos na região.


Entretanto, se o São Martinho ucraniano ainda não deu cabo dele, pode ser que o Yuri venha cá tratar disto...


26.10.12

Dramas sobre fal(h)ar em público


Não sou nenhum orador de excelência e, verdade seja dita, sempre fui mais eficaz a expressar-me pela via da escrita. No entanto, a veia de pseudo-comediante que tenho dentro de mim sempre retirou à tarefa “falar em público” a seriedade e a carga assustadora que afecta muita gente na hora de fazer uma apresentação ou expor algumas ideias perante uma plateia/ ou grupo com várias pessoas.

O nervosismo costuma aparecer, nisso não há milagres, mas para mim ele surge nos cinco minutos antes e não durante o acto em si. Nesse momentos, o picuinhas que há em mim faz-me sempre pensar que pode ter falhado algo, que posso não ter previsto o imprevisto, mas o comediante tranquiliza-me na hora de avançar – Não vais ser fuzilado se algo correr mal, pelo menos com balas a sério.

Será conveniente esclarecer que, por veia de comediante, não quero dizer que leve sapatos rosa nº48 quando calço o 44 ou que use um fantoche numa mão para falar por mim. Tenho apenas a sorte de, por norma, o meu instinto mais light ajudar a tirar a pressão de falhar e levar as coisas a bom porto.

No entanto, é preciso saber dosear o humor e a capacidade que podemos (ou não) ter para lidar com ele. É um bocadinho como a patinagem artística, por melhor que possamos ser basta um movimento em falso para malharmos com os dentes no gelo ou, pior ainda, rasgar o fato de lycra. Aliás, foi mesmo por essa razão que deixei fazer apresentações em fato de lycra.

Cada pessoa terá a sua solução para combater os seus medos ou ganhar força na altura de falar em público. Nunca me esqueço daquele conselho mítico que diz que “imaginar a audiência nua é uma forma eficaz de reduzir o stress e a ansiedade nesses momentos”.
Para mim isso funcionou, até chegar o dia em que fui convidado a falar num seminário de Verão numa colónia de nudistas idosos.

25.10.12

Em modo circo voador

Há dias em que a vida parece mesmo assim.






Imagem tirada de "Flying Houses", uma criação deste senhor.

A gordura do sucesso televisivo


Há algum tempo atrás surgiram os primeiros programas/reality shows focados na obesidade. Apesar da exploração emocional que existe sempre neste tipo de programas, devo dizer que não me chocaram os formatos dos Biggest Loser’s americanos que foram passando por cá. Para além da perda de peso, pelo que me foi dado perceber, havia uma componente psicológica que não era deixada ao desbarato, já que aquele grau de obesidade normalmente tem cicatrizes comportamentais e traumas psicológicos associados.

Acredito até que, para quem viu aquilo cá, em certos casos tenha funcionado como motivador para começar a fazer algo por si.

O problema é quando começamos a adaptar (mal) formatos e a dar dimensões às coisas que elas não precisavam, nem deviam ter.

Já aqui falei mas, do pouco que vi, a versão portuguesa do Biggest Loser era fraquinha e, tal como acontece em muitos casos, feita a pensar na espremidela emocional até à última casa. É esse o tom que as nossas televisões querem dar às audiência e é assim que conduzem a mão de obra de apresentadoras que têm associadas. Os treinadores não eram do pior, embora a anos luz da fluidez de discurso, input motivacional e à vontade de comunicação que os americanos conseguem ter (é um mal geral em muita gente que tem de comunicar com o público por cá, vide políticos). Nem vou comentar aquele personagem intitulado “Comando”, porque a mim só o associava a premir um botão do dito cujo e mudar de canal.

Nem vou comparar meios, porque aí é a realidade americana vs. Portugal e isso não é base de comparação justa.

Agora, pelo que vejo, temos pessoal obeso a dançar para perder peso. Mesmo que isto seja uma ilustração básica do que é o programa, a coisa já está a caminhar para patamares de insanidade televisiva, explorando a temática “gordos a fazer qualquer coisa”. Para além disso, ainda temos que levar outra vez com apresentadoras formatadas em versão exploração emocional (ou laxante televisivo) e em que cada vez mais interessa é que a coisa seja circense ou tipo variedades. O benefício é cada vez mais apenas um engodo para público e participantes...

Pelo ritmo da carruagem, pouco falta para chegarmos ao programa “Obesos a correr para ficarem em forma no caso de se dar um apocalipse zombie. Serve para cross promotion com lançamentos de série, para haver muita animação e movimento e, se é de zombies que falamos, é o mood certo para termos apresentadoras afectadas a dizer “E então gorduchinha, se a sua família ficasse toda zombie, isso ia motivá-la para ficar mais forte e perder peso?” ou “Gordalhufinho, vi que hoje cortou três cabeças de zombie, ainda que falsas, só para impressionar aquela anafada adorável de Valadares. Está a aparecer um clima ou é só um workout extra?”.

24.10.12

Ritual matinal

Acordei e olhei lá para fora. Chovia. A seguir comi uma torrada. Continuou a chover. Depois estive a escolher a roupa para vestir. Não parou de chover. Resolvi fazer festas ao gato e aproveitei para folhear dois ou três livros que estavam por ali. Choveu ainda mais. Finalmente, decidi levantar-me e, em vez de me preocupar com a chuva, arrumar a trampa toda que pelos vistos tenho na minha cama.

23.10.12

Desconta no caixa



Tenho em mim a ideia que as pessoas que abusam sem justificação da malta que trabalha na caixa de supermercados e afins e neles despejam as frustrações e a falta de educação que os leva a pensar que trabalhar numa caixa é algo inferior ou desdenhável deviam ser afiambrados à moda antiga.

Se já não gosto de abusos de poder, intimidações e joguinhos do género em qualquer cenário profissional (e não só), quando se tratam de situações na fronteira da humilhação pública a minha vontade era tomar o lugar do caixa nesse instante e dar o troco que essa gente merece. Em forma de dois dedos espetados nos olhos e o desprendimento que, infelizmente, muitas vezes quem está ali a trabalhar não pode ter.

Deve ser por isso que os deuses não encaminharam para um tipo de funções em que, por norma, lido directamente com clientes. Nesse aspecto, mais do que uma virtude, a paciência é o caminho para a santidade.

22.10.12

Muito danço eu

chula

s. f.

1. Dança ou música aldeã.
2. Em Espanha, rapariga de costumes fáceis.
3. [Portugal: Trás-os-Montes]  Enxó.
 
Esta música é de uma tal popularidade nacional, que às vezes deve ser por isso que me sinto cansado. É que as horas passam a voar quando se está a ser chulado e não tive de ir a Espanha falar com uma rapariga de costumes fáceis para aprender isso.

Dêem-me música e ponham-me a correr

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Falta menos de uma semana para ir correr a Maratona do Porto, mais precisamente no dia 28. Se me sinto preparado? Quando faço bem as coisas sinto-me sempre, pelo menos até chegar ao km 35/37. Depois, amaldiçoo os deuses, a humanidade em geral e a mim próprio em particular, pela estúpida ideia que tive.

“Vai correr a tua segunda maratona numa cidade diferente” disse eu “vai ser divertido”, pisquei-me eu o olho e, facilmente engoli o engodo e passei cerca de quatro meses, calmamente a preparar-me para a coisa.

E é aí que vocês podem ou não entrar. Por norma, enquanto não entro na fase em que até a música me satura, quando corro longas distâncias sozinho levo banda sonora e desde que no ano passado corri a minha primeira maratona, há uma playlist recorrente. Só que já estou um bocado farto dela e tenho vindo a preparar uma nova, que está cada vez mais artilhada, embora ainda faltem escolher umas quantas até porque perto de quatro horas de música exige diversidade e o meu filtro nem sempre tolera as minhas primeiras escolhas.

Portanto, de uma certa forma vocês podem correr a maratona comigo, basta que me mandem uma música que gostem, minimamente adequada para o mail aqui do estaminé para aí até 4ª feira. Se fizer sentido e tiver o mood certo podem crer que a incluo. Não custa nada, pelo menos a vocês, que eu calculo que saia de lá a rastejar.

Caso não resistam às belas piadolas, do género Celine Dion ou lembrar-me pela milésima vez da importância do “Eye of the Tiger” no percurso de um corredor, não hesitem em usar a caixa de comentário. Material a sério é que segue para email, tipo os ficheiros mp3 da vossa inspiração.


Este é apenas um exemplo de coisas que já me enviaram.

21.10.12

Ó Tântalo, em Portugal eras um menino



De acordo com a mitologia grega, sempre pródiga em castigos e em patifaria do pior, o Tântalo para além de ser um dos mais que muitos filhos de Zeus com ninfas, mulheres cá da terra e tudo o que se mexia no feminino, foi um tipo que se portou mal.
Quem quiser conhecer a história completa que se informe mas, em resumo, foi apanhado e castigado com requintes de malvadez, coisa que aos deuses gregos muito aprazia. O seu suplício consistia em estar de pé num sítio com água, digamos abaixo da cintura e com uma árvore de fruto na margem, cujos ramos pendiam quase sobre si, não podendo sair do mesmo sítio. Quando tentava apanhar um fruto, o vento afastava os ramos de si, quando se baixava para beber água, a água baixava para além do seu alcance. Antes que me venham com questões técnicas e dúvidas lógicas, amigos trata-se da mitologia grega, havia tipos que criavam outros a partir de cortes em partes do seu corpo, ciclopes e hidras, só para dar exemplos. Não é para racionalizar.

Pensei no Tântalo a propósito do meu sentimento sobre o país e aquilo a que assistimos em tempos de crise em Portugal. Gosto demasiado disto e a minha vida está estabelecida de tal forma, que não tenciono sair do país. No entanto, tendo por base um país que reúne condições tão positivas, que vão do clima, à localização, à cultura e diversidade, etc e tal, parece sempre que falta algo e isso ainda se nota mais em clima de adversidade.

Se ainda tentamos chegar ou criar alguma empatia com os titulares de cargos públicos responsáveis pelo funcionamento (ou não) das estruturas e governação do país, descobrimos que a existir os que efectivamente se preocupem com o conceito “todos” ou “bem estar do país” antes de se preocuparem com “eu” ou “safar-me a mim e aos meus”, são uma clara e evidente micro-minoria.

Para quem tenta ficar e inovar por si ou criar algo que contribua, seja de que maneira for, para criar bem estar e novas soluções que melhoram a sociedade (diga-se de passagem que em termos sociais e não me refiro a campanhas do Banco Alimentar, nem situações esporádicas, muitas vezes temos pouca consciência social), a forma como as coisas estão estruturadas não só dificultam, como reforçam a importância do factor sorte, do “alguém que conhece alguém” e por aí em diante.

Resumindo, muitos em Portugal, tal como o Tântalo, virem-se para onde se virarem, não conseguem chegar a lado nenhum e isso tira o ânimo mesmo de quem muito gosta do seu país. Aquilo que faço permite-me falar de uma posição privilegiada e, embora sarcástico, sou positivista mas vejo tantos exemplos de inoperância à minha volta que, por vezes, olho para Portugal como olho para a Costa da Caparica. Funciona, mesmo que mal, mas se calhar para aproveitar mesmo bem a coisa a sério era mandar quase tudo abaixo e começar de novo.

Não é possível, eu sei, ainda por cima se os tipos da mitologia nem sequer a Grécia safaram, quanto mais virem cá castigar uns quantos a Portugal...

20.10.12

Discurso vs. Diz urso



Bastaram-me vinte minutos a ver parte do segundo debate entre o Obama e o Romney, para reforçar a opinião que já tinha sobre diferenças de discurso entre os principais políticos americanos e a nossa quota de artistas da mesma tribo.

Não há cá ilusões, são políticos e tudo aquilo é ensaiado ao milímetro mas, a ver teatro, prefiro que seja do bom. Por cá os discursos são insuflados de vulgaridade e de linguagem técnica pouco acessível para o público em geral, parece que a retórica serve apenas para irem exibindo matérias (quando chegam a esse ponto) que, de tão politizadas, passam ao lado do cidadão comum. Já os americanos usam o discurso para se aproximarem das pessoas, parece quase uma conversa em que o presidente está na nossa sala de jantar a falar sobre um tema da actualidade. Não há distância, não há poleiro (no discurso, nos cargos é outra história) e, mesmo que não concordemos com nada do que estão a dizer, pelo menos temos curiosidade em ouvir.

Por lá, o debate é uma ferramenta para chegar ao eleitorado, por cá é coisa de ficção científica.

Quem é que quer ouvir Cavaco a falar, nem que seja por 30 segundos?

19.10.12

A onomatopeia de um tiro


Quando dei por isso, esta sexta feira já se tinha transformado numa espécie de Godzilla de tempo em que, depois de já ter trabalhado até à uma da manhã, dormi, fui ao dentista, trabalhei, almocei com parente aniversariante, trabalhei de novo, daqui a bocado vou para uma espécie de formação a que me vou submeter como acto de contrição, uma contrição de para aí 4 horas (19-23), para depois ir ter com amigos ao outro lado da cidade e meter-me numa espécie de tertúlia que, na pior das hipóteses, acaba lá para as quatro da manhã.


A bem da minha sanidade mental ou de que resta dela, vou tentando ocupar as migalhas de tempo que me restam com as questões que realmente interessam no mundo que nos rodeia.

Primeira: Porque é que em edifícios com vários elevadores, cada um deles não tem uma banda sonora de estilo diferente. Exemplo: “Não vai subir no elevador dos 80’s?” / “Deixe estar, obrigado, estou à espera do de Reggaeton”

Segunda e realmente importante: Qual a melhor onomatopeia para um tiro?
Esta questão, quando não avaliada devidamente, pode fazer um tiro passar por gases, um acorde de guitarra ou até mesmo um rufar de tambores.

Para mim, uma solução de top é “Tu-néeeeeeeunmmm”, sendo que esta não é a solução comum, porque implica um ricochete algures.

Eu disse que ainda me restava sanidade mental?

Filas de amor e ódio



Em termos de queixas, há uma coisa em que a classe humana é quase unânime: estamos fartos de esperar. Do primeiro ao terceiro mundo, não há quem não desespere, seja por estar à espera de chuva ou de vacinas que lhe podem salvar metade da família ou, se entrarmos no campo do que é realmente importante, pelo lançamento do novo iPhone ou que acabe o eterno intervalo da TVI para começar a casa dos degredos.

As primas da espera são obviamente as filas, essa formatação humana que nos leva, tipo peças de dominó a aguardar por algo. A nossa aversão por filas é, por norma, tão elevada que a melhor metáfora que vi sobre o assunto foi numa série em que uma nova gerência no Inferno trocava as chamas e a tortura (pelo que diziam havia demasiada gente a ir lá parar que tirava prazer disso), por um sistema de danação eterna baseado em filas intermináveis, de milhões de almas, em que quando chegavas ao início da fila passavas por uma porta que dava acesso a mais outra fila e por aí em diante. Genialmente tortuoso.

A única excepção, pelo menos parcial, no que toca ao ódio a filas dá-se na restauração e no complexo mundo em que a percepção “está cheio, é bom” sobrepõe-se à lógica. Se três churrasqueiras situadas quase lado a lado estiverem na situação em que uma tem uma fila de 30 pessoas, a outra tem 5 e uma não tem ninguém, eu diria que 80% das pessoas preferem ir buscar o seu frango à que tem 30, mesmo que isso implique esperar à grande. Quem diz churrasqueira, diz o que vos encher o papo com maior deleite.

Acrescento ainda, apesar de ainda não ter obtido licença para este teste que, se as churrasqueiras trocassem os frangos assados entre si e, sem os clientes saberem, a vazia abastecesse os clientes das filas grandes e por aí em diante, os mesmos 80% iriam dizer que a espera tinha valido a pena e que aquele era realmente melhor.

Por vezes, a frequência é sinónimo de maior qualidade mas, se bem me lembro de coisas que aprendi em cadeiras de sociologia e psicologia social, também não é mentira que quanto maior a multidão, mais básicas são as suas reacções a estímulos...e quem diz estímulos, diz frangos assados.