5.11.12

Notas do fundo do poço



Desconfiem quando vos disserem “Não queres ir dar umas aulas? São só duas ou três, é uma espécie de pós graduação, mas para ti é tipo workshop vais ver que é engraçado, tu de certeza que tens jeitinho para aquilo”.

Ainda não chegámos à parte de efectivamente ver isso do jeitinho para a coisa e eu já espumo pela boca. Fazer apresentações desgasta-me a paciência e o que eu realmente gostaria era de fazer uma longa conversa com as pessoas, o que não é possível, por causa de uma coisa que se chama aprendizagem e avaliação e o diabo a quatro. Cavei o poço, hei-de sair de lá de dentro, mas tenho a sensação que todos os professores com que alguma alguma vez gozei estarão agora a ter vontade de rir sem saberem porquê...

Noutro aspecto, estou com dificuldades em decidir se a cara que as pessoas fazem, quando me perguntam e eu lhes conto como foi correr uma maratona, é de respeito ou de contemplação perante a loucura.

No rescaldo do Halouine à portuguesa já me relataram eventos de duas festas em que máscaras, álcool e regabofe deram resultados explosivos. Começo a pensar que se andássemos sempre mascarados a alegria era maior e isto pareceria andar tudo melhor. Pelo menos até cair a máscara...

Agora vou ali fazer mais 3050 slides, que isto também não pode ser assim diversão à bruta a fazer textos não pedagógicos.

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