29.10.12

Queres conhecer o teu corpo? Corre uma maratona


Vamos começar pelo essencial:


Fiz mais uma maratona, a minha segunda e sobrevivi.


Passemos ao complementar:


O Porto é uma cidade que muito gosto me dá visitar e ter a oportunidade de correr 42kms pelo meio dela, por muito tortuoso que possa parecer, dá-nos a possibilidade de a conhecer, assim como as suas pessoas, de uma forma diferente. E acreditem que fale a pena.

Faço também as contas de que o corpo deve ter centenas de músculos e que a maratona nos dá a hipótese única de conhecermos as dores que correspondem a cada um deles.

Gosto de uma prova em que o tipo ao levantar o dorsal recebe uma garrafa de vinho do Porto. Seja para afogar as mágoas ou celebrar, sabemos que no fim a pomada está garantida.

Sempre tive a ideia que tinha um bom patamar de tolerância à dor. Vendo a malta que caiu tipo fruta madura à minha volta e um ou outro cenário dantesco, tenho agora a noção que tenho também um patamar simpático de tolerância ao horror.


Finalmente, deixo-vos com o acessório:

Gosto de viajar de comboio e devia tentar fazê-lo mais vezes. Gostava no entanto de ver os revisores do Alfa em acção num comboio de uma linha suburbana, só para ver até quando a educação e a fleuma resistem.

Mesmo a 300 e tal kms de casa, numa noite anterior a uma maratona é possível sair para jantar e encontrar alguém conhecido de forma não planeada.

Quando o objectivo é "grandioso" como uma maratona, a adaptação dos objectivos iniciais à nossa situação (dores, lesões, vento) no momento, quando chegamos ao fim é impossível não sentir uma montanha russa de emoções.

Por irónico que seja, depois da conclusão não custa nada vomitar de esforço. Comprovei isso literalmente de várias "fontes".


E agora vou só ali mudar as pilhas à máquina de suporte de vida e volto já.

7 comentários:

  1. Eles dão vinho do Porto? Bem... é de investir mais a norte, sim. Prefiro a cornetos de nata.
    Fico contente por teres sobrevivido para contar a história.

    Ah, e essa pergunta não acaba originalmente com "mata um porco"?

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    1. E não disse eu a parte em que depois da meta estava uma barraca da Super Bock a tirar imperiais de cortesia para corredores em esforço...

      Quanto à pergunta, que queres que te diga, o porco não quis vir correr...

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  2. qual é o hospital para irmos visitar? a garrafa de porto não ajudou a recuperar forças?

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    1. A garrafa de Porto foi o grande motivador para o regresso...e só não vou ao hospital porque lá não servem álcool ;)

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  3. Parabéns, acho fantástico teres conseguido. "Respect" mesmo.

    Nunca fiz uma maratona e, por enquanto, não me vejo capaz.

    E ir ao Porto é sempre bom. Bela cidade.

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    1. Gracias, não será o mesmo que ir a umas eleições do Benfica e sobreviver, mas também exige endurance ;)

      Quanto a maratonas, só mesmo se te der para aí. Caso contrário, é sofrimento que não interessa a ninguém...

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  4. O que não faltam são corridas em pontes por aqui na capital. E sempre quis meter-me numa. Primeiro as malandras escapavam-me sempre, depois estava longe, etc, etc e ainda não me meti numa mas disse cá para mim que em Março não me escapa. Porém, tinha de me meter em forma, para não passar vergonha... :)
    Adoro correr. Adoro andar. Mas em forma para uma maratona? Não estou! Gostava de estar, e nem falo de peso a mais, mas não estou e duvido que lá para Março ao concretizar a vontade de atravessar a Vasco da Gama de uma ponta à outra (a maior ponte da Europa) tenha gás para tudo aquilo :)

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