20.9.12

Música vs. Motivação vs. Patrão


Até hoje, sempre consegui relativizar o poder que as chefias profissionais podem ter sobre uma pessoa. Se são bons chefes, melhor, se são maus chefes, terá que ser compensada a sua ineficácia de alguma forma e normalmente quem leva com isso são as equipas mais próximas.

Acima de tudo, tentei sempre que a “pressão” e o “desconforto” que certos chefes podem causar ficassem limitados ao universo em que têm efectivamente poder, o “aqui e agora” no local de trabalho. Obviamente a irritação e a azia às vezes não se ficam pelas paredes do estaminé mas, dentro do possível, não levo as coisas para casa e não me deixo desgastar pelos atritos que naturalmente (e por vezes artificialmente) surgem neste tipo de relação.

Contudo, sei que esta é uma capacidade nem todas as pessoas não possuem. Durante meses e às vezes anos, alguns vêem a sua confiança minada por um patrão mais autoritário ou abusivo, começam a duvidar das suas capacidades, surgem efeitos psicossomáticos e às tantas um dia no emprego é pior que loops na montanha russa, sem cinto.

Conheço casos em que a música funciona como terapêutica, auxiliar, arma de motivação ou seja lá o que for, antes de uma conversa ou reunião com o chefe. E aí é engraçado verificar como a música assume um bocado do estado de espírito que a pessoa ou pretende projectar ou utilizar como escape.

De modo verídico, conheço quem já tenha usado música mais para o motivacional contestatário, para o glorioso-pós-modernismo, metafísico-old school ou até mesmo, como que dizer, potente.

Da minha parte, nunca utilizei a coisa nesse sentido. Para mim, se é para pôr música, que se ponha para os dois ouvirem e eu já utilizei esta há já alguns anos, deixando-a como som ténue de fundo nos fones, dedicatória quase imperceptível, tirando pelo avolumar do meu sorriso.

4 comentários:

  1. Respostas
    1. São escolhas, agora se são boas...

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  2. Desde que não ponhas a tocar BOSS AC no dia da semana em que te escrevo... (Aqui meus colegas nada têm da tua subtileza ou imaginação refinada, hoje há-de passar essa umas 3 vezes)

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    1. Ainda não ser também aquela do "Segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábadoooooo....DOMINGO".

      Como vês, dá sempre para piorar...

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