15.9.12

Fazer parte ou não fazer parte

Numa altura em que tudo parece tão incerto, cada um terá certamente a sua forma de encarar o mundo e de ver as coisas na sua própria perspectiva. Nunca tive qualquer entusiasmo pela militância política e os dias em que vivemos não alteraram isso.

No entanto, os direitos e a capacidade que temos de poder ou não manifestar a nossa opinião e a nossa posição, sejam elas quais forem, tornam esta uma época única (mesmo que não a mais brilhante) para fazer parte dos acontecimentos em curso.

É essa a razão porque não fico em casa, embora não possua legitimidade para apontar o dedo a quem quer que seja que não o decida fazer. Já há muito que aprendi que o que as pessoas dizem e o que as pessoas fazem nem sempre é a mesma coisa, depois cada um que se entenda com a sua consciência.

Do meu lado, mesmo que seja para já com um simples gesto de presença, não quero passar ao lado da oportunidade de tentar promover a mudança ou, pelo menos, fazer ver aos poucos que mandam que aos outros não resta apenas aceitar tudo o que lhes põem pela frente.

Não é um princípio diferente daquele que me leva a ter votado sempre, desde que tenho idade para tal. Pode não ser o voto que faz a diferença, mas é o direito de exercê-lo que não  desejo que alguma vez me ponham em causa.

O sistema perfeito não existe, mas mais vale demonstrar que gostávamos que ele fosse melhor do que nos resumirmos ao conformismo de deixar que sejam sempre os outros a falar por nós.


Se é para ser personagem, prefiro sê-lo dentro da história.

3 comentários:

  1. Põe protetor solar.
    Na volta, se puderes, traz-me cem gramas de fiambre.
    Obrigado.

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  2. Penso o mesmo, por isso também fui.
    Temos de fazer parte e não ficar de fora, sob pena de não termos legitimidade para nos queixarmos do estado da nação.

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  3. Só não fui porque não estou em Portugal; também eu, a ser personagem, prefiro sê-lo dentro da história!

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