9.9.12

Faz uma coisa diferente todos os domingos

Enquanto o cilindro compressor económico financeiro nos vai mostrando que existem sempre novas formas de nos entalar, tomei uma modesta resolução. Todos os domingos experimentarei fazer algo novo, seja em que formato for: pode ser declamar um poema ao pé coxinho, pode porventura ter que ver comigo a tocar viola em tronco nu na varanda, com a agravante que não sei tocar viola, pode até levar-me a fazer uma tarte de mirtilos com uma pala no olho.

Pode até ser que não me fique pelo domingo mas, até ver, comecemos por aqui. O importante é apanhar a rotina distraída e dar-lhe pauladas onde menos ela esperar.

Hoje, para começar bem, a novidade teve lugar no Jamor. Já planeava ir correr uma hora de manhã pelos recantos que por ali abundam, quando tive a feliz ideia de falar com um amigo meu que mora na zona. E ele teve a feliz ideia de trazer a sua filha (+ ou - 1 ano) e um carrinho todo racing. Perante o meu ar desconfiado, apesar de já ter visto diversas pessoas a fazerem o mesmo, assegurou-me que já a tinha levado várias vezes, pois adaptou a rotina para que o facto de terem uma menina não os impedisse de, sempre que o tempo permitir, continuar a correr.

Com os cuidados devidos, lá fomos nós pelos vários percursos do complexo com a bebé perfeitamente segura, ao ponto de menos de vinte minutos a correr e já estar a dormir. A piada extra deu-se quando, a pouco mais de meio do percurso, o peso da paternidade ter tirado algum fôlego ao meu parceiro e eu, mais folgado, ofereci-me para conduzir o carrinho. Posso dizer que aqueles vinte minutos foram o melhor test drive que já fiz, já que ao exercício adicional, se juntou o porreiro que é ir a correr e ver um bebé embalado a dormir e ainda a reacção da malta, que se divide entre os que admiram, os que desconfiam e os que ficaram a pensar que éramos um casal gay a passear a filha.

A par disso, nos últimos minutos, passei de novo o carrinho de bebé para as mãos do devido responsável e senti que a ausência de cerca de 20kgs, torna o sprint final uma coisa muito fluída e quase digna de câmara lenta.

E, porque não sou de facilitismos, ainda reservei parte de domingo para sacudir tapetes em tronco nu o que, não sendo novidade, teve o apontamento corsário de lycra a fazer a diferença.

1 comentário:

  1. Isto é a resposta às pessoas aqui como a Bé, que diz que depois dos filhos nascerem não há tempo para nada:)

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