19.9.12

A impossibilidade de actividades produtivas na praia



Escrevo-vos neste momento enquanto contemplo as ondas que se formam lá ao fundo, vejo o que parece ser uma criança ou talvez um anão a brincar com uma bola e duas senhoras a desafiarem a gravidade a jogar as raquetes....

Bem, na realidade isto não é bem assim, porque quando um tipo programa posts não tem bem a noção do que vai ver daqui a bocado na praia, embora um anão a jogar à bola me deixe sempre embevecido.

O que queria mesmo dizer é que sempre achei ridículo gente que me dizia “Ah, eu vou estudar para a praia” ou agora, já na vertente profissional “Sim, sim eu levo alguns documentos para ler na praia, é coisa simples”. Balelas, mais do que um livro ou o jornal do dia (e aqui o vento pode ter uma palavra a dizer) já é uma exigência demasiado severa para mim e tenho sérias dúvidas que a coisa alguma vez renda para outras pessoas. Obviamente, se me garantirem que rende, então a minha pergunta muda para “Porra, se é para estares concentrado a fazer isso, para que é que vais para a praia?”

A minha fé na Humanidade não me permite conceber que os espaços se desvirtuem dessa maneira só porque sim. Ninguém vai jogar raquetes para o seu local de trabalho ou deitar-se numa toalha a comer bolos....

Esqueçam tudo, eu já fiz estas duas coisas. Não há nexo naquilo que digo, quase que me sinto arrependido de um dia ter batido em marrões que me disseram que iam estudar para a praia e se eu queria ir.

Esqueçam, agora fiquei triste como o outro, mas ligeiramente mais pobrezinho.

Continuação de bom dia.

Espero bem ter encontrado um anão para me alegrar.

2 comentários:

  1. Umas boas férias e um bom dia de praia!

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  2. Se o anão ainda estiver por aí, vê se os calções vão até aos pés. Fiquei com esta dúvida nas férias e depois só voltei a ver crianças e pareceu-me prudente não andar a meter conversa com crianças na praia...
    Boas férias

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