26.8.12

O fim do festejo cigano


A coisa andou de tal forma que ontem, já a madrugada ia bem lançada, eu me permiti a uma oração para que o dia de hoje fosse de completo marasmo e eu pudesse aperfeiçoar a minha imitação de uma amiba. Obivamente que não foi e um tipo chega a domingo à noite satisfeito por amanhã ser segunda e pelo menos ter mais ou menos a certeza do plano do dia e em que condições vai chegar a casa.

Das últimas vezes que me chamaram cigano, sempre pensei que a coisa fosse pelo meu estilo comercial, tez morena e potencial para ficar bem de camisa preta e acessórios dourados. Mas, depois de três dias, nos mais diversos ajuntamentos festivos, penso que estou preparado para ir a um casamento cigano.

Não sendo possível, tenho no próximo fim de semana a oportunidade de participar num casamento de uma boa amiga, cujo tema é rural-chic. Creio que estaria mais adequado numa cerimónia cujo tema fosse rural-choque mas, pelo menos, a parte do rural está assegurada.

Possivelmente amanhã lerei este texto e irei aperceber-me que boa parte dos meus neurónios ainda não deviam estar autorizados a conduzir impulsos mas, até lá, sinto que estou a entrar no pós aniversário com o pé direito o que, apesar de ser esquerdino, é um feito de equilíbrio que muita gente que estava comigo ontem à noite já não era capaz.

Tentarei também amanhã usar o palavreado que carregaram para ali (os comentários só não se viam porque isto agora, por mais irónico que pareça, é um espaço com moderação) e faço o bolo de texto.

Se correr tão bem como o regabofe, isto vai ficar ao nível do space cake lá das terras de Amesterdão e arredores.

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