10.8.12

A saúde da inveja

A par de ser um dos sentimentos mais raramente admitidos (pelo menos no que é realmente importante), é também um dos mais comuns, especialmente numa época bastante dada ao consumo e ao julgamento a partir das aparências.

Haverá sempre a teoria da "inveja saudável", como forma de motivação ou ambição, mas a verdade é que para muitos é sempre mais fácil olhar para os outros do que para si mesmo. Não lhe avaliando o grau de saúde, julgo que é possível invejar algo que não se tem, sem que isso seja necessariamente reprovável. A fronteira deverá andar por volta da zona em que a inveja é a base do que move alguém para prejudicar outro (seja de que maneira for) ou se torna o nosso centro de motivação. É não querer ter o mesmo, mas sim ter aquilo que outros têm, tirando-lhes isso se essa parecer a única solução.

E, a partir daí, por norma é sempre a descer.



PS - Apesar de, para muitos, a publicidade ser um agente principal no estímulo da cobiça este anúncio, que já tem uns bons anos, continua a ser uma ilustração literal excelente da inveja estereotipada levada ao extremo. E quando assim é, a coisa até parece ter piada.

3 comentários:

  1. Gosto imenso desse spot, pena é que na vida real as coisas não funcionem tanto assim.

    P.S.
    (Também tens inveja dos meus calções?)

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    1. Sim, claro este é um efeito dramatizado, embora por vezes aqui e ali, com ou sem inveja, desse jeito ter alguns pianos prontos a cair...


      PS - Fica descansada, se tivesse inveja arranjaria maneira de te prenderem duas costeletas aos ditos cujos e deixar alguns dobermans na área ;)

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  2. Sentimento muito em voga, esse. O que não falta é invejosos.

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