20.8.12

A dor em pausa


Não sou apologista nem tenho pachorra para os devotos da desgraça, do choradinho, da procissão dos coitadinhos, da lenga-lenga do depressivo profissional e de todo um conjunto de ferramentas sócio emocionais que muita gente utiliza consciente e inconscientemente com os que os rodeiam ao longo da vida.
Mas sei reconhecer sofrimento verdadeiro e ver a nobreza daqueles que põem o seu próprio sofrimento em segundo plano para, sem qualquer plano, acudir aos que estão em igual ou pior estado do que eles, sem terem essa mesma capacidade.
Não há medalhas, não há palmas, nem as coisas acontecem para esse fim. Há apenas a dor em pausa, para dano próprio, mas que ajuda a dar sentido à palavra altruísmo.





1 comentário:

  1. O altruista faz porque gosta, porque assim foi educado (ou vem nos genes, porra não sei).

    @"Há apenas a dor em pausa..."
    E depois vai custar a ultrapassar o que se perdeu, mas não se esquece o que se fez, pois fez-se com gosto...
    Se ao menos a outra pessoa soubesse dar o devido valor.
    Ouvi dizer

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