26.6.12

Pânico no elevador

Já se sabe que "Pânico no túnel" é um filme icónico de Stallone, embora creio que o factor pânico terá tido mais que ver com o facto do próprio Stallone ter escapado do dito cujo.

Por isso, nada de confusões, trata-se aqui do meu balão de ensaio favorito - o elevador. Por norma, trata-se de um espaço sem saída possível em dados momentos, em que convive gente de várias espécies, formatos e credos religiosos, que se podem ou não conhecer. Além disso o convívio é curto e não temos que ficar a ver os resultados quando a coisa corre mal.

Teste de hoje:

Entro no elevador do meu prezado local de trabalho com uma simpática moçoila que trabalha comigo. Entram também outras mulheres, umas possivelmente consultoras, outras a caminho de consultas, uma senhora da limpeza e dois tipos.

A rapariga que conheço vem com ar de sono e diz-me isso mesmo. Tranquilizo-a "Não se nota muito e tu disfarças bem o cansaço. Já outras pessoas..." Não olho para ninguém em particular, mas levanto um pouco a cabeça e faço um ligeiro aceno.

Num tempo de reacção de menos de três segundos, duas delas usam o telemóvel como espelho para verificarem o seu bolo facial. Uma usa a porta metalizada do elevador para esse efeito. A mulher da limpeza boceja. Um dos gajos, com ar preocupado, procura ramelas com a ponta dos dedos.


Bem vindos ao laboratório matinal de experiências sociais.

Abre-se a porta, deixa-se a senhora passar e o gesto final é dado por um olhar para trás com um sorriso idiota (não forçado, é naturalmente assim).

11 comentários:

  1. Trabalhas no mercado do Bulhão?

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    1. no bolhão, em vez de procurarem um espelho, as mulheres no (hipotético) elevador penteavam o bigode.

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  2. Acho que agora, a esse aspecto sonolento, se designa por cara de panda

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    1. Para mim, panda é isto - http://www.youtube.com/watch?v=fO-qY8nYyCs o resto é mato.

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  3. Olá Mak.
    Não gosto de elevadores e felizmente vivo num prédio de 3 andares (e precisamente no último piso) que não possui essa geringonça. No trabalho também não tenho de me preocupar sequer com escadas e por isso considero-me uma felizarda!
    Mas, quando é necessário utilizar um elevador para ter acesso aos lugares onde preciso de aceder (e que não seja fácil lá ir ter utilizando as escadas de serviço), costumo divertir-me a analisar as pessoas que "viajam" comigo.

    Por isto que te expus, é fácil perceberes que gostei imenso deste teu post!

    :)

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    1. Eu também vivo num prédio sem elevador. Talvez por isso me divirta quando tenho de utilizar um.

      ;)

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  4. começo a desconfiar de que somos colegas de trabalho... Depois da copa, o elevador...

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    1. Se não te cruzaste hoje com um animal de calções no corredor, então estás safa.

      Se te cruzaste, não era eu, que eu sou um tipo que traja a rigor (portanto teria dito calções vintage).

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  5. Ora aqui está algo a testar.

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    1. Recomendo essa e outras abordagens criativas.

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