26.6.12

No excuses


Sempre gostei dos Alice in Chains. É certo que dentro do movimento grunge há nomes maiores, há influências que têm mais impacto e há sempre o mito do Kurt Cobain para venerar, alimentar ou desdenhar.

Eu, gostando de outros, sempre tive um carinho especial por estes. O som, por vezes era pesado e agressivo, noutros casos curiosamente melodioso e apesar das letras mais dark que podem influenciar mentes mais sensíveis, a coisa nunca caiu num negrume que estraga alguma musicalidade. O vocalista, Layne Staley, morreu há dez anos. O roteiro do costume - drogas, reclusão e uma overdose a servir de ponto final. Fez-me confusão que um tipo do meu tamanho (1,85m) por altura da sua morte pesasse pouco mais de 40kgs mas, nunca tendo tomado drogas, não posso, nem quero compreender como é possível chegar a esse ponto. Também, conhecendo alguns casos de perto, nunca quis ser juiz ou moralista de trazer por casa, apear de me custar sempre um bocado a glorificar alguns mitos. No entanto, também sei que atirar pedras é sempre mais fácil do que apanhar com elas.

Voltando à música, a verdade é que os Alice in Chains não desapareceram. Não porque a banda se tivesse voltado a juntar com novo vocalista, coisa que fez e não gerou mais que um bocejo, mas porque aqueles que gostam da sua sonoridade ajudam a fazer com que não caiam no esquecimento.

Fazendo bem as contas, acho que um tipo só percebe que está a ficar mais velho quando, apesar de absorver muita música nova, tem sempre uns portos de abrigo musicais, onde volta sempre que à memória apetece ir dar uma voltinha.

Sem desculpas, fica um exemplo, que não o do título do post.




E, para quem tiver a curiosidade e ou a vontade de entrar na máquina do tempo, eis o concerto completo.

10 comentários:

  1. Já ouviste o "Black Gives Way To Blue" a sério?
    Olha que eu era céptico mas fiquei rendido.
    E o concerto no Alive não foi mau.
    Não é o Lane, óbvio mas...

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    1. Também vi o concerto no Alive, mas não fiquei muito impressionado, só algum revival nas partes em que foi sempre o Cantrell como vocalista. Não ponho em causa o talento do novo vocalista, que é o próprio a dizer que não está lá para substituir o Layne mas, simplesmente não é a mesma coisa.

      Algumas fórmulas não se repetem. Fica o que de bom fizeram e já não é pouco :)

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  2. Sempre curti deles
    (e nunca gostei do Cobain :P)

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    1. Eu gosto bastante de certas coisas dos Nirvana. No entanto, nunca curti sobremaneira do mito do Kurt.

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  3. ficamos velhos quando conhecemos malta que nasceu nos 90. Mas sentimos esperança quando esta malta curte o som rock do antigamente e não este pop comercialmente fácil

    http://oparttime.blogspot.pt/

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    1. Acho que há música boa e música má em todas as épocas. O tempo acaba por meter as coisas nas categorias certas.

      Felizmente a música pode ser apreciada em qualquer idade, tirando em casos de surdez ;)

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  4. Há uns anos, essa combinação Alice in Chains /1,85 m tinha-te arranjado sarilhos. Agora vou só respirar fundo e fingir que ainda não sabia que eras cá dos meus.
    Ps1: No Alive, o senhor novo não me fez bocejar,até achei que eles tinham ali qualquer coisa, mas a verdade é que me esqueci dele passado uns dias
    Ps2: Não tenhas medo, esta coisa dos comentários em tom "onde é que andaste durante toda a minha vida" acabou aqui. ;)

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    1. Ahahah, quando tiver medo compro um cão. Espera, já tenho e um gato também. Só me falta dizer que dou milho aos pássaros no jardim e quebro qualquer elan que possa ter criado.

      Quanto ao tema em si, como já disse, nesse Alive não houve ali química para o que sobra dos Alice com novos ingredientes. Mas ainda usei a máquina do tempo com os Machinehead ;)

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  5. Não é preciso chegar ao milho: o cão, o gato e os Machine Head já trataram do assunto. I'm not an animal person.:PP

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  6. Nasci em 80, vivi o auge do grunge, e muito intensamente os Alice in Chains. Ainda hoje me arrepio com a Would?.

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