11.6.12

Forte em geografia, fraco em gravatas

Duas situações que surgiram durante o dia de hoje revelaram facilmente pontos fortes e pontos fracos em mim. Quis o destino que os apontamentos lúdicos de hoje exigissem uma gravatinha e ar (mais ou menos) respeitável e já se sabe, quando uma pessoa se enfarpela de forma a parecer um homenzinho, as outras pessoas tendem a tomar-nos como dignas de confiança.


Vai daí que a meio de uma cena, um cidadão que parecia claramente perdido nem liga à câmara a funcionar e toca de se aproximar, para nos colocar uma questão. Andava perdido ali há mais de meia hora e ainda não tinha encontrado a embaixada da Guiné Bissau. Ora eu, que fui para aí cerca de zero vezes a essa instituição, lembrava-me no entanto de passar lá ao pé quando em miúdo dava umas voltas de bicicleta. Em dois tempos consegui dirigir o jovem na direcção que pretendia, rezando para que não me estivesse a enganar (coisa que já confirmei entretanto e verifiquei que estava certo), uma vez que as suas mão se assemelhavam a pás e tinha tamanho suficiente para me fazer sombra.


Isto acontece-me frequentemente, conseguir associar e localizar sítios que muitas vezes só lá estive de passagem ou por associação. Por outro lado é pouco frequente, diria mesmo raro, usar gravata. O que nos leva à segunda premissa.


O meu comparsa de filmagens surpreendeu-me ao ser ainda mais mitra do que eu, uma vez que ao possuir três gravatas consigo ter mais três gravatas do que ele, pelo que o tipo ainda me conseguiu cravar uma emprestada. No entanto, há que dizer, as três gravatas que tenho estão num estado impecável até "parece" que nunca foram usadas.


Fiz as contas a caminho de casa e esse facto ganha relevância quando uma delas, a que emprestei, tem 12 anos e quase que acompanha a minha maioridade. Foi uma prenda quando julgavam que um dia eu ia ser um homenzinho.


Mas homenzinho era coisa pouca para mim e, mais de uma década depois cá estou eu, com três gravatas quase novas a usá-las para fins que não lhes passariam pela cabeça quando vieram parar às minhas mãos.


São esses os factos de quem não fez carreira de fato.

6 comentários:

  1. Uma das minhas pancadas são precisamente as gravatas...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu nunca apanhei pancada para usar gravata, mas...

      Eliminar
  2. Já gostei mais de gravatas. De qualquer forma, às vezes é um mal necessário.

    Soube duma história dum senhor que faleceu de morte natural aos 104 anos. Tinha uma gravata vestida.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A mim não me custa, porque simplesmente não as tenho de usar tirando quando me apetece. E quando assim é, é bem melhor do que ser "obrigatório".

      Quanto ao senhor, desde que não fosse uma gravata colombiana...

      Eliminar
  3. Só o facto de ser preciso um curso para lhes conseguir dar um nó já me faz embirrar um bocado com o raio da coisa.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Nunca percebi a ciência mas atenção, tenho um dote natural que me permite fazer nós sem perceber como e aquilo ficar com um ar decente.

      Eliminar

Se vais dizer alguma coisa, escreve, não fiques para aí a olhar.