29.6.12

Agora que voltei a ver os Excesso, o boybandismo dentro de mim renasceu

Quando era mais puto, pensei que podia ter futuro numa boys band. Não cantava nada, frequentava um ginásio, sabia mascar pastilha elástica e tinha ideia que dançava muito melhor do que na realidade fazia.

No entanto, sabia conjugar os verbos na perfeição, nunca tive madeixas nos cabelos e recusava-me a usar camisolas de manga cava fora de um campo de basket. Creio que isso me derrotou à partida e durante muito tempo, as músicas que cantava no chuveiro reflectiam essa amargura. Ainda hoje sinto que se perdeu um grande talento para as boys band nacionais, apesar de se ter ganho um grande coiso e tal, que é um bocado como me defino.

Ao ver esta semana a reportagem da SIC sobre o que é feito dos Excesso, repensei a minha vida. Ainda não é tarde para poder brilhar, tenho lycra em casa e continuo sem cantar uma beata. Se ao menos conseguisse ficar calvo rapidamente e eliminar parte do bom senso que me apareceu nos últimos anos.

Perdidos e Achados - Excesso from João Nunes on Vimeo.


São 25 minutos de pura magia.


12 comentários:

  1. Delicioso.
    O post, não os Excesso.
    Se bem que aquelas músicas ainda ecoam no meu cérebro. Sinto que milheres de neurónios foram perdidos no processo de audição de temas desta boysband.
    "Querida...Pensei que fosse mais fácil contigo longe..."

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    1. Epá, mas esta reportagem é igualmente deliciosa, uma espécie de máquina do tempo meets humor nonsense e novela à portuguesa.

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  2. Xi, vou ver, acho graça a este tipo de reportagens.

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  3. este vídeo demonstra a realidade dura da vida. Espera-nos a nostalgia dos bons tempos e dos cabelos fartos.

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  4. Sendo assim, vou ali e já venho durante 25 minutos.

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  5. Mak, a destruir imagens mentais desde 1497

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    1. Bem, sinto-me um verdadeiro Matusalém nesse caso...

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  6. OS Excesso eram ciclistas árabes.
    Só isso explica as lycras conjugadas com joelheiras/cotoveleiras e o pano à cabeça... só ainda não consegui encaixar as solas de 30 cm dos sapatos que usavam, mas isso é capaz de ser assunto para a psicologia explicar...

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    1. Eu acho que eram as sobras de tudo o que havia em armazéns de retoma...

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  7. Vi isto ontem à noite, e acho qeu tive pesadelos...

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