11.5.12

Romeu António e Julieta Vanessa


Olharam um para o outro, a calma depois do desespero. Não eram precisas palavras nem explicações, a relação entre ambos era um mundo, já que o outro mundo não tinha espaço para aquela relação.

Muitos falam em coragem, em loucura, mas muitas vezes quando não ter escolha é a única escolha possível a decisão torna-se fácil. No livro, Romeu e Julieta fizeram-no, o veneno foi a porta que abriram para o desconhecido, quando o que conheciam parecia não fazer sentido.

No mundo real, Romeu António e Julieta Vanessa deram as mãos, ela com o saco do Pingo Doce na mão livre, ele com a mochila da marmita. Suspiraram e fecharam os olhos por breves segundos.

Foi então que uma porta se abriu. Era o 796 para as Galinheiras.

Suspiraram e entraram, tomando o veneno de uma rotina feita de olheiras e vidas encaixotadas em Tzeros de realidade.

4 comentários:

  1. Sintetizas muito bem. Já eu, gasto muitas palavras

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  2. Criativo.
    Um senão, por vezes o que para nós será veneno, para outrem poderá significar pura felicidade. É tudo uma questão de perspectiva e às vezes pergunto-me se não seria mais feliz se me bastasse um bar de praia num sítio quente...

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