27.4.12

Supositório filosófico


Embora oficialmente em Portugal tenhamos lacunas na área dos grandes cromos da filosofia que dá direito a que nos lembremos de nomes de tipos que há muito fazem tijolo na Grécia ou na Alemanha, tenho aprendido que no mercado não oficial, temos um filósofo em cada esquina.

Podem não vir nos manuais, podem não ter obra editada, podem nem sequer saber muito bem do que estão a falar, mas sempre que nos apanham a jeito, estas autênticas Bimbys da sabedoria não hesitam em dar-nos um supositório filosófico da sua autoria, sempre com a melhor das intenções.

Ora eu que de Bimby tenho pouco, custa-me no entanto ter tanta sabedoria empilhada lá em casa e ser um desperdício ninguém a utilizar. Também tenho camisolas tricotadas com alces, mas dessas não me estou disposto a separar, pelo menos para já. Por isso, deixo à vossa escolha alguns supositórios filosóficos ainda dentro do prazo, para escolherem algum que vos possa dar jeito. Peço apenas que assinalem na caixa de comentários o que levaram, por causa da gestão de stocks.

“As pessoas que aceitam todas as derrotas são derrotistas invencíveis”

“Certas pessoas são como a lixívia, não são nódoas, mas se te caem em cima lixam-te todo”

“Não confio na Natureza, essencialmente porque todas as pessoas têm uma”

“Não acredito na sorte, tudo o que consegui foi à custa de ter o corpo no sítio certo à hora certa”

“Se o amor curasse tudo as farmacêuticas já tinham dado cabo dele”

“Quando te sentes perdido abraça o desconhecido. Pode não ser perfeito, mas pelo menos não dormes na rua”

5 comentários:

  1. Para mim quero:

    "Quando te sentes perdido abraça o desconhecido. Pode não ser perfeito, mas pelo menos não dormes na rua."

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  2. Por mim fico com o da lixívia, talvez por me ter feito gargalhar, talvez por, inconscientemente, lembrar a Maria que há em mim.

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  3. Stiletto tem toda a razão. Mas, no meu caso, por fazer lembrar a Bina que há em mim.

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  4. "Embora oficialmente em Portugal tenhamos lacunas na área dos grandes cromos da filosofia" discordo gravemente.

    E o Jorge Jesus ("O Aimar teve uma má indisposição")? E o Gabriel Alves ("a vantagem de ter dois pés")? E o treinador/forcado Paulo Sérgio ("Estou todo negro mas vou continuar")? A verdade é que só no mundo da bola há malta a pensar em grande profundidade. Podes é não atingir mas isso é contigo.

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  5. Mas isso é precisamente o que eu afirmo, temos em cada esquina um filósofo de improviso, mas que não são reconhecidos pelos cânones da filosofia "oficial".

    Se o Agostinho da Silva tivesse treinado o Moreirense se calhar a história era outra...

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Se vais dizer alguma coisa, escreve, não fiques para aí a olhar.