1.4.12

Menti a mim mesmo e meti água

Não é por ser dia das mentiras, tradição que há muito se resolveu generalizar em Portugal para o ano inteiro, mas hoje tentei mentir a mim mesmo. Como é comum, na maior parte das pessoas há coisas que sabemos perfeitamente serem virtualmente impossíveis mas, ainda assim, tentamo-nos convencer do contrário.

Tendo ido dar um giro nocturno ontem e tendo também trabalho pendente para despachar sem falta de manhã, resolvi que a minha corrida matinal seria dada ao fim da tarde. “Ah meu granda palonço preguiçoso” dirão vocês que têm por mim uma estima esquisita “Coçaste a micose a tarde inteira e não te apeteceu sair de casa”.

Errado. Nesse aspecto consigo vencer facilmente a minha preguiça, a falha foi convencer-me que sou um muito mais rápido do que na realidade sou. Vendo o céu cinzento ao fundo e tendo em conta o percurso e o tempo que devia faltar para começar a chover, disse a mim próprio “Dá perfeitamente para fazeres isso tudo junto ao rio antes que comece a chover, tu estás praticamente um queniano de importação”. Meti a camisolinha mete nojo que diz “I finished the Lisbon Marathon 2011” e lá vou eu.

Está bem ó queniano de importação. Os últimos vinte minutos foram em ritmo duche e virei o meu lado mentiroso para o lado em que caía mais água, para aprender.

E sabem aquela sensação meio omnipotente que sentimos ao correr contra os elementos? Ela existe, mas conjuga-se facilmente com a sensação “ensopado de borrego”.

Toma lá o 1 de Abril diluído.

4 comentários:

  1. se não te espalhaste já é uma vitória =D

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  2. qual verdadeiro queniano, faltou-me mesmo foi levares c'um raio em cima para teres a cor "mais acertada" :x

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  3. @Du - A única zona passível de um gajo se espetar, quando não alcoolizado, naquela zona só mesmo uns belos azulejos decorativos que há no chão e que com água parecem manteiga.


    @ Lia - Antes lento do que carbonizado, ainda que mais próximo dos quenianos.

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