30.4.12

Ir ao mercado é super


Este fim de semana não só salvei um conjunto de artefactos raros, tendo para isso enfrentado um grupo de múmias, como reduzi o aquecimento global e assisti ao desarmar de uma bomba. No entanto, penso que o que realmente importa é falar da minha ida ao mercado.

Moro a dez minutos a pé de um mercado municipal, mas o facto de morar a cinco de um supermercado muitas vezes faz com que seja a preguiça a mandar. Este sábado foi diferente e até o gesso que tenho na mão direita concordou que era uma boa ideia, uma vez que estamos a passar os nossos últimos dias juntos.

Bastou um pé lá dentro, com o barulho, os cheiros e todo aquele movimento pela frente para pensar que devia ir lá muito mais vezes. Para além dos produtos perderem toda aquela dose de plastificação e de produção em série, o que ganham em vida ganhamos nós também, indo de banca em banca, falando com as pessoas, vendo tudo de mais perto.

Para mim, no limite, todos os putos deviam ir a um mercado pelo menos uma vez por mês e ter aquela experiência, não só é pedagógico, como já estão habituados a alombar com os trolleys da escola e podem carregar as compras aos pais.

Do ponto de vista financeiro, a diferença também não é assim tão grande para as grandes superfícies, se tivermos em conta a qualidade e frescura dos produtos. Farto de fruta bonita de supermercados que apodrece em dois dias já eu estou.

Além disso, para além das compras que trago eu também me alimento de histórias e personagens. E nisso, não há super que chegue ao nível do mercado.

9 comentários:

  1. Isso é porque nunca tiveste o privilégio de visitar o Intermarche de Gondomar, mesmo pegado a um bairro social muito catita. Ah, a fauna! Ah, a flora! É todo um ecossistema novo que ali se encontra, praticamente um "Biosfera 3".

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  2. Aqui em Lisboa, em termos de animação reza a lenda que poucos chegam aos calcanhares do ex-Feira Nova da Bela Vista (agora Pingo Doce), junto ao belo parque onde é o Rock in Rio.

    Ali sim, é o palco dos grandes espectáculos urbano-compró-modernos.

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  3. É tão bom :) Os meus putos às vezes ficam divididos se querem ir ao parque de baloios ou mercado. Mas isso é também por causa de um velhote que lhes dá chupas do benfica.

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  4. Já agora hás-de experimentar vir à loja do cidadão aqui dos Restauradores (que é onde estou agora).
    Também se aprende muito...e estórias? É só escolher!
    A diversidade é extraordinária! Doenças, dividas, injustiças... you name it!

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  5. Agora já há escolas que fazem visitas de estudo aos mercados, Mak. Já me encontrei com 3 ou 4, porque todas as semanas vou ao do Saldanha. Didáctico mesmo :)

    (andaste a rever o Macguiver?)

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  6. "E nisso, não há super que chegue ao nível do mercado." Depois de visitares o Pingo Doce da Graça és capaz de mudar de opinião :)

    (Também tenho história gira para contar sobre o Feira Nova da Bela Vista e a banda filarmónica dos bombeiros voluntarios a actuar em frente às caixas)

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  7. Isso de os putos irem aos mercados também conta se para isso faltarem às aulas. Eu aí no 11º ou 12º uma vez n fui às aulas e gastei a manhã no Mercado da ribeira, por qualquer motivo inexplicável.

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  8. o sr. Mak é amigo do ambiente, de certeza comprou produtos a granel e espero que leve os sacos de casa, preferencialmente de pano...concerteza comprou produtos hortículas portugueses e de época.
    assim, sim...

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  9. @ Vic - Não encontrei o McGyver no Saldanha, embora passe perto do mercado todos os dias :)

    @ RQ - Depois de ontem, o Pingo Doce veio dar todo um novo glamour ao meu texto ;)

    @ Rita - Faltar às aulas para ir ao mercado é perfeitamente compreensível. Eu queria fazer o mesmo e ir comprar fruta, mas enganava-me sempre e ia parar invariavelmente ao salão de jogos.

    @ Anónimo - Por acaso, levo sacos de casa, tanto de pano, como daqueles do Pingo Doce que são óptimos para cenários de guerra. Quanto a produtos hortícolas, apesar de não me rever muito na classe política, continuo sempre a defender os vegetais portugueses.

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