16.3.12

O génio torturado

Mesmo para quem não goste de música do género, se for capaz de fazer uma avaliação distanciada do percurso do senhor Trent Reznor reconhece ali particularidades de génio. Da mesma forma que há quem goste mais de Mahler do que de Mozart sem que isso ponha em causa o talento de cada um.


Há ali a exploração racional e ao mesmo tempo emotiva do eterno mito do génio torturado. Aquele que produz a sua arte através de uma sensação de vivência em sofrimento. Há quem faça isso de forma natural, porque não consegue fazê-lo de outra maneira e há quem o faça de forma sublime mas intencional ao género "Eu sofro, mas sei que quem sofre como eu percebe este mundo".

Grande artista o Trent, ainda por cima inteligente.
Gosto de génios.
A parte da tortura é que me custa um bocadinho, mas também quem vos escreve é um tipo que se arrepia todo quando ouve uma lima de unhas.

Já se viu que o género de genialidade que por aqui se pinta...
Ainda assim amanhã, se não acabar a pilha ao mundo nos entretantos, falo-vos de criatividade.



2 comentários:

  1. mas conheces alguém que duvide da genialidade do trent? essa malta não tem que estar catalogada em algum sítio?

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  2. Com as devidas distâncias, o Van Gogh também morreu na miséria e, salvo erro, vendeu um quadro em vida e foi a um familiar.

    Não são raros os casos de génios que só mais tarde vêem reconhecido o seu talento. No caso do Trent, a coisa é segura, há muito que tem (incluindo da minha parte) o crédito que merece, mesmo que haja quem não aprecie.

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Se vais dizer alguma coisa, escreve, não fiques para aí a olhar.