13.2.12

Lana del Rey é a sua tia

Estando já cumprido o desígnio criativo e ligeiramente imbecil que é juntar Lana del Rey e Santana Lopes num só título de post, aproveito a ocasião para me deleitar um pouco mais nesta comparação.

O que à partida parecem ser universos completamente distintos, acabam por ter pontos de aproximação deveras curiosos. Ambos são fruto de reinvenções pessoais, de percursos onde não faltam polémica e zonas sombrias, dúvidas em relação ao seu valor genuíno e uma capacidade de sobrevivência em relação às criticas.

É certo que o que resta da melena e do charme de Santana aparenta ser cada vez mais residual, ao passo que o bom aspecto de Lana parece ter vindo para ficar. No entanto, a origem do charme do senhor e dos lábios carnudos da senhora continuam envoltos em dúvidas.

Ambos escolheram nomes de guerra sonantes, se bem que “menino guerreiro” tende a criar um impacto menor que “uma Nancy Sinatra gangster”. No entanto, apesar de experiências menos bem sucedidas como Pedro Santana Lopes presidente do Sporting ou Pedro Santana Lopes primeiro-ministro, não fizeram com que Pedro Santana Lopes politico trocasse de nome. Já Lana del Rey nasceu após o fraco sucesso que Lizzy Grant obteve no mundo musical, agora com apoio de uma máquina de marketing e um pai abastado.

Em termos de actuações ao vivo, ambos também já foram postos em causa, Pedrito pela facilidade com que se enerva perante provocações pueris, Lana pela dificuldade em exprimir emoções num dos maiores programas televisivos americanos.

Numa época em que se criam ícones com facilidade, talvez não fosse má ideia pensar numa espécie de Santana del Rey. Alguém com muito bom aspecto que nos diz coisas que parecem fazer sentido, mas com emotividade e expressão, de forma a que não nos importemos em relação à trampa toda que fizeram no passado e aproveitemos o presente o suficiente para não ter que pensar no futuro.






3 comentários:

  1. o melhor disto é que eu já me estava a rir quando ainda só tinha lido o título.

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  2. Eu já desconfiava que a tia do outro era o Salazar...

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  3. “menino guerreiro” tende a criar um impacto menor que “uma Nancy Sinatra gangster”
    Que coisa tão linda!

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