4.1.12

Vai mas é dar sangue

Se cada vez que me tivessem dito isso na vida eu tivesse levado o conselho à letra, por esta altura já me tinham feito uma estátua em tons de hemoglobina algures pela cidade. No entanto, resolvi começar o ano assim, de seringa nos braços e sangue por todo o lado, sem que tal significasse um tiroteio em Alfornelos ou um casting para o reality show “Achas que te sabes drogar”.

Fui mesmo ao Instituto Português do Sangue (mais precisamente no antigo Júlio de Matos, obviamente adequado), onde para além do sangue em si, ainda me obrigaram a tomar mais pequenos almoços, antes e depois, como se a tal cena do calendário maia tivesse lugar dali a poucos minutos.

E se o sentimento positivo que possa advir de tal acto não chegasse, meus amigos, o questionário de despistagem é do mais lúdico que pode haver. Quase tanto como os oito parceiros sexuais que tive nas últimas duas semanas, o dinheiro que recebi a troco de regabofe hardcore e o festival “Drogas do Mundo” em que participei e os quais não achei que valia a pena mencionar.

Eu sou assim, sempre disposto a dar o melhor que há dentro de mim, mesmo que não saiba muito bem o que isso lá está a fazer.

2 comentários:

  1. A última (e primeira vez) caí para o lado 20 minutos depois de ter saído de lá. Por isso aproveita os pequenos almoços.

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  2. Não caí para o lado, mas a senhora dissuadiu-me fortemente de ir correr ao fim do dia, como pretendia inicialmente ;)

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