Depois de ter ficado perturbado (mais ainda) graças à minha incursão pela obra de João Simão, pensei nas coisas que temos em comum. E cheguei ao cabelo encaracolado, quando já pensava que não íamos a lado nenhum.
E quando o termo “Cabeleira à Marco Paulo” esteve no auge, apesar de não chegar a esse ponto, sempre me ressenti um pouco em relação às comparações, achando que quanto muito, deviam era dizer ao senhor que tinha um tipo de cabelo muito semelhante a uma promissora criança do seu Portugal.
Mas, adiante. Quis o destino que uma doença minasse o dito artista, levando-o a meses de tratamentos que destruíram a sua fé nas permanentes, provando que era um falso portador de caracóis. Quando recuperou, de cabelo grisalho e liso, lembro-me para sempre de uma entrevista que deu, em que o apresentador lhe perguntava se voltaria ao seu penteado trademark.
Com a sabedoria que só um pensador do seu gabarito possui responde calmamente:
“Não, creio que o meu cabelo vai continuar assim nesta nova fase. Talvez o deixe escurecer naturalmente só um bocadinho”.
E foi nesse dia que percebi que, quando se chega a um certo patamar, o poder de criar caracóis deixa de ser importante, basta o poder de lhe controlar a forma como escurecem “naturalmente”, nem que isso signifique passar de grisalho a tom preto alcatrão.
Dois posts de génese capilar, estais satisfeitas cabeleireiras que por aí possam haver?
10.1.12
O drama do cabelo encaracolado
Rasgo alucinado de
Mak, o Mau
at
2:57 PM
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1 Candidatos ao estatuto de pessoa intervieram:
Dois posts de génese marco-pauliana também. Hum..preocupante!!!
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