28.2.11

Ó tempo, não voltes para trás que estás bem assim

Não tenho grande admiração por aqueles que gerem a sua vida como um relógio suíço, na mesma medida em que me arrepiam ligeiramente as pessoas que mantêm a sua mesa de trabalho arrumada de forma imaculada, mesmo enquanto trabalham.

Acredito que possa haver nisso alguma virtude, mas não um exemplo a seguir. Pelo menos para mim.

Isto não significa que seja obrigatoriamente desorganizado. Mas, para me organizar, preciso de ver o caos ou, pelo menos, um cheirinho dele.

Por isso, se tudo não mudar amanhã, vou ter que perceber qual a melhor maneira de mudar de casa, escrever conteúdos de todas as maneiras, feitios, intenções, proporções e outras satisfações, correr uma meia maratona, preparar-me para uma maratona, ver a luz do dia de alguns projectos que ganham vida a altas horas da noite e, possível e esperançosamente, mudar-me de novo, tudo isto antes do meio do ano.

Sim, já consigo ver o caos com um cheirinho que até tresanda. Vou agora ver o que se pode fazer para tentar começar a trabalhar na ordem.

23.2.11

Um homem ao lado do seu tempo

Há quem passe ao lado de uma grande carreira. No seu caso, passou mesmo rente a ela.

Acabou de escrever “A mudez dos indesejados” e para comemorar foi ao cinema. O filme que viu era “O silêncio dos inocente”. Ao chegar a casa, queimou o seu manuscrito, por entre palavras indecorosas.

Passou perto de três anos a desenvolver a saga de “Larry Sotter” sobre um miúdo orfão aspirante a mágico, que vai para uma escola de circo numa cidade fantástica, onde vive muitas aventuras e descobre tudo acerca do seu passado. Depois de tanto tempo saindo tão pouco à rua, resolveu espairecer e sair para ver as montras. Entre essas, constava a de uma livraria onde se anunciava o primeiro volume de Harry Potter. Regressou a casa e comeu a única impressão do seu ficheiro. Os temperos não ajudaram à azia.

A partir daí, à sua iniciativa só se sobrepunha o seu descalabro.

Se estava a acabar “Meu irmão, Abel”, logo Saramago publicava “Caim”

Se se arrojava no argumento “Dentro destas fronteiras não há idosos”, já as salas aplaudiam “Este país não é para velhos”.

Se insistia em terminar o futurista “Ícones”, cedo o arrastavam para ir ver “Avatar” e, pelo meio desesperar..

Se desesperava em terminar um épico em são entrelaçados um misterioso escritor checo, assassínios numa cidade do Panamá e um grupo de críticos de cinema, ao ponto de temer pela sua saúde e ser obrigado a fazer uma pausa, era esse o momento em que timidamente alguém lhe mostrava um exemplar de 2666 de Bolano.

Anos de vida indevida e, ainda por cima, apagada da história pelo infortúnio, resolveu desistir e fazer um blog a relatar a sua experiência.

Consultou o seu email antes de publicar o seu primeiro post. Um amigo de longa data enviava-lhe um link sobre Gunnar Ovidsson, um quase escritor sueco celebrizado na blogosfera por quase ter publicado uma dúzia de obras famosas.

Atirou o computador pela janela.

O vizinho do 2º esquerdo fez o mesmo.

28 segundos antes.

21.2.11

A menina saiu de casa para ir ao pão

Como em tantos outros dias, a menina saiu de casa para ir ao pão. Sorriu porque a vida lhe corria bem e sorriu também porque viu o Sol a brilhar, fechando os olhos para apreciar melhor o calor.

Deixou de sorrir ao cruzar-se com a vizinha e pensou “bruxa”, pois era isso que aquela velhota tenebrosa lhe fazia lembrar. Sem trocarem palavras, ficou com a clara ideia que a bruxa mentalmente lhe chamou “cabra”. Nada de novo, a não ser o ar particularmente escandalizado da velha, que devia andar a treinar o mesmo.

Não acenou ao senhor do talho, nem ao senhor da pastelaria, apesar dos dois terem vindo à porta dos seus estabelecimentos acenar-lhe. Não era por se ter mudado para um bairro tradicional que ia entrar em familiaridades precoces.

Atravessou na passadeira, perante um automobilista paciente. A filha do mesmo devia estar a fazer um qualquer jogo, pois tapava os olhos enquanto ela passava e o pai parecia assobiar.

Entrou na padaria. Cheirava a pão, bolos e a conversa de circunstância que parou logo quando ela entrou. Ia jurar que se invocou baixinho o nome de Nossa Senhora, embora a figura da mesma atrás do balcão se tenha mantido imóvel.

Se ninguém se acusava, se calhar era melhor fazer o seu pedido.

“Bom dia, são 4 bolas de centeio e dois croissants, se faz favor.”

“A menina não devia fazer isso...” detectou um espanto contido.

“O quê, os croissants não de hoje?” já uma vez ficara com dúvidas.

“São, mas a roupa...”

“Qual roupa?”

“Pois, qual roupa..”

Olhou à volta e todos, e por todos entendiam-se a senhora da padaria e duas beatas mal apagadas, estavam a olhar para si. Resolveu fazer o mesmo.

Gostava do que via, mas surpreendeu-se pelo que não viu. Roupa.

Sentiu-se aflita, durante sete segundos. Depois ficou mais descansada, quando viu que tinha o porta moedas na mão.

“Esqueça então os croissants. Um Euro chega para as quatro bolas?”

Chegava.

Voltou a casa. O Sol estava a saber-lhe bem.

Mas não era por causa disso que ia acenar ao senhor da pastelaria e ao outro do talho.

17.2.11

A 1ª fila do cinema é para totós

Desde petiz que gosto de ir para as últimas filas da sala de cinema, algo que nas bilheteiras hoje em dia, já marmanjão, expresso através do gentil pedido “O mais atrás e ao centro que possível, se faz favor”. E, quando não é possível, tudo o que é do meio da sala para a frente não me interessa e a selvajaria, quando não há lugares marcados, só é enfrentada com a garantia de que, mesmo que tenham que ser aviados mulheres, crianças e idosos, eu fico onde quero. Junto a isto a opinião bastante vincada que as salas de cinema, não fossem hoje em dia latas de sardinha para rentabilizar, deviam para aí menos 4 ou 5 filas à frente.

Daí que o último (e primeiro, creio eu) filme que vi na primeira fila de um cinema devesse ser memorável, um épico que de tanto querer ver me fez superar convicções e abstrair-me de tudo para o ver.

Pois que a coisa não se passou bem assim.

Podia desculpar-me que não fui eu que comprei os bilhetes, que tinha bebido laranjada à mais e não estava na plenitude das minhas capacidades mas a verdade é que eu depositava muitas esperanças nas Tartarugas Ninja.

Para dizer a verdade, não achava que fossem mudar o mundo, mas o conceito de ninja associado a um bicho lento couraçado que come pizza, um rato sensei e um vilão com um capacete metalizado e uma capa mexe com o imaginário de qualquer criança que ainda não tenha definido um exigente padrão cinéfilo. Além disso, através delas aprendíamos também muito sobre alguns dos grandes mestres italianos

Hoje em dia, tudo me parece mau e o conceito de animação infantil passada no esgoto, com seres que parecem sabonetes gigantes versados em artes marciais, quase que me faz chorar.

Mas, naquele dia, qual jogo de ténis, segui atentamente os feitos da bicharada mutante e até bati palmas, tudo isto na malfadada primeira fila, por norma reservada para totós.

Qual é o interesse disto?

Bem, mais vale admiti-lo agora do que ver esta informação confidencial ser utilizada contra mim lá mais à frente, quando eu ombrear com os maiores no píncaros da fama.

15.2.11

Ó chefe, abra a página atrás


Podem não saber mas, para além de ser daqueles que anda de autocarro, também sou daqueles que lê no autocarro sem enjoar. Sem enjoar apenas no que à leitura diz respeito, já que me causa alguma moléstia quando tentam ler o meu livro, sem que eu indique qualquer disponibilidade para partilhá-lo.

Estando eu a ler um livro de perto de 1000 páginas (que descansem os mais beatos, não me preparo para lançar uma revisão da Bíblia), o volume de tal obra aguça a curiosidade dos ocasionais companheiros de viagem, sendo que estes se podem dividir nas seguintes categorias:

O Torre de Pisa – inclina um bocadinho a cabeça primeiro, depois mais outro e ainda mais outro e, quando damos por isso, quase que a tem a repousar nos nossos ombros.

O Matrix – Lembram-se do Keanu Reaves a inclinar-se para trás, para se desviar da bala, em câmara lenta? É a mesma coisa só que este personagem vai-se inclinando para trás, para poder observar melhor o conteúdo do livro, com a variante divertida que é chegarmos o livro para trás, cada vez mais na vertical, só para o ver quase a partir a coluna.

O cabeça de pássaro – Se observarem um pássaro, reparam nos seus movimentos repentinos de cabeça quando estão atentos aos ambiente e aos ruídos que os rodeiam. Neste caso, estes gestos de cabeça acontecem a alguém que tenta vários ângulos para tentar descortinar o nosso objecto de leitura, deixando-nos cheio de vontade de lhes oferecer alpista.

O fã de ténis – Tal como os seus olhos seguiriam uma bola de ténis durante um jogo, este sujeito olha para o livro – olha para a frente – olha para o livro – olha para a frente, tudo isto ciclicamente, algo que é acentuado pelo facto de olhamos para ele, levando-o a disfarçar fitando o horizonte.

O futurista – A este jovem não interessa o presente, mas sim o futuro do nosso livro. É por isso que tenta desesperadamente espreitar a página que ainda não virámos completamente, tentando estar sempre um passo à nossa frente, mesmo que não saia do nosso lado.

O franzidos – É uma espécie de crítico literário que só usa as sobrancelhas. Conforme vai tirando as suas ilações do que lemos vai franzindo as sobrancelhas, com maior ou menor intensidade, fazendo algumas das melhores críticas de obras compreensíveis através da leitura de sobrancelhas.

Existem outros tipos, a maior parte dos quais subdivisões dos que vos apresento aqui. Mas, caso queiram avançar com as vossas definições, vou fingir que é muito importante que as partilhem neste espaço.

14.2.11

O Dia dos ....ados

Não interessa que dia é hoje, interessa que hoje, sendo um dia, mais valia que nos entretivéssemos a vivê-lo. O problema é que nos entretemos sempre muito mais a falar dos rótulos, do que propriamente com a qualidade do produto e até mesmo em apreciá-lo.

Namorados, enjeitados, apaixonados, amargurados, irados, pacificados e até reformados, isto só para citar alguns dos englobados, todos eles vão viver o seu dia, seja lá de que maneira for. Acrescento ainda, todos eles deveriam viver o seu dia como lhes aprouver e não como qualquer uma das facções intervenientes acha que se deve viver.

Rejeito de igual modo o rótulo de quem usa a bandeira obrigatória das flores, jantar, cinema e regabofe da praxe, como aquele de quem faz do desprezo avinagrado e bitaite ácido em relação a comemorações bacocas o seu estandarte. Ambos têm razão e ambos não têm razão nenhuma.

Sozinhos ou acompanhados, em matérias do coração, cada qual é como é e nem toda a gente se expressa ou se sabe expressar da melhor maneira, nem sequer da maneira que outros julgam a melhor. Há quem esteja melhor sozinho do que acompanhado, há quem esteja acompanhado, mas se sinta sozinho, há quem pense que não sabe o que é estar sozinho e há quem, mesmo quando julga que está sozinho, esteja sempre acompanhado.

Para todas estas pessoas e todas as outras que não referi, este dia vai ter 24 horas. Cada hora, minuto ou segundo pode ter todo o significado do mundo ou não ter significado nenhum.

Amanhã, vai passar-se exactamente o mesmo. E parece que depois de amanhã também.

Depende do que cada um quiser fazer.

Ou então, dos rótulos que preferir usar.

10.2.11

Alcunha de Costinha promovida a Primeiro Ministro

Na sequência de uma entrevista desastrosa sobre o Sporting, que veio coroar uma passagem não menos desastrosa pelo cargo de director desportivo, numa época que se avizinha como provavelmente desastrosa para os lados de Alvalade, o Comité Nacional de Alcunhas achou por bem promover a alcunha de Costinha de “Ministro” para “Primeiro Ministro”. De acordo com “Toca e Foge”, presidente do Comité, um tipo que consegue vestir bem e lixar ainda melhor a instituição que representa em tão pouco tempo merece um upgrade à altura do seu desempenho.

Questionado sobre se a decisão tinha sido unânime, “Toca e Foge” confirmou que sim, tirando o “Kaganisso” que, por estar a pensar candidatar-se às próximas eleições no Sporting, quis começar já a treinar a capacidade de não decidir nada.




PS - Em actualidades mode.

9.2.11

Como escolher o NIF dos recém nascidos

Ao requerer que até os recém-nascidos tenham NIF, de modo a que os seus pais possam incluir as suas despesas de saúde no IRS, as novas regras do Orçamento de Estado vieram criar muitas dúvidas na cabeça de jovens casais à espera de bebé.


Assim, embora Eminemo e Fábiotiful façam parte das escolhas em voga para nomes de rapazes e Meolinda e Jilliana para raparigas, a indecisão é grande no que toca à escolha do número fiscal da criança. Embora alguns pais indiquem 223 e 275 como boas hipóteses para a sequência inicial, numa mistura entre números de títulos do seu clube favorito e aquilo de que se gabam como sendo o futuro QI do puto, já as mães parecem preferir 214 e 242, em honra de alguns episódios marcantes da Anatomia de Grey e do número de páginas da obra que mais gostam do Nicholas Sparks, reforçando assim a incerteza da escolha.
Alguns casais já indicaram até estarem na disposição de recorrer ao código de barras do CD de Tony Carreira, como forma de desempate.




Sim, às vezes dá-me para este tipo de ficção

8.2.11

No ringtones for old men

Antes de mais, atente-se ao requinte do título em inglês que certamente irá atrair milhares de anglófonos até este blog, apenas para os desiludir após tentarem ler as primeiras linhas. Ao fim ao cabo, é o mesmo que acontece com os lusófonos, com a ligeira diferença que esses ainda tentam perceber o que por aqui se vai escrevendo.

Serei breve, pois não pretendo tomar muito do tempo que habitualmente usam para jogar Solitaire ao longo da tarde.

Quando os vossos paizinhos, mãezinhas, avôzinhos e avózinhas e outra malta dada a alguma perda de audição e pouca paciência para telemóveis vos pedirem o seguinte:

“Não percebo nada disto e depois não consigo ouvir o telemóvel. Põe-me lá aqui um toque que se consiga ouvir bem, mesmo nos transportes e essas coisas.”

Por amor da Santa, resistam à tentação de escolherem as famosas músicas clássicas nos já de si cavernosos toques básicos de telemóveis milenares. Se oiço mais uma sonata 11 para piano de Mozart, um “Hino à alegria” do Beethoven ou “As 4 estações” de Vivaldi ou coisa parecida a tocar incessantemente nos transportes, sem que alguém atenda, poderei ser levado à violência, uma forma de comunicação que por norma prefiro evitar.

É que, por mais boa vontade que tenham, ao colocar o toque no máximo, mesmo que sejam os “Beep Beeps” dos primeiros Nokias, quando essas pessoas finalmente atendem, a resposta tende a ser algo parecido com:

“Tou...Tou...olha isto estava a tocar e eu não ouvia. Eu já pedi a X para me pôr um toque de jeito nesta coisa e não há maneira de acertar...”

7.2.11

Fugiu de sua casa, sofria de perturbações mentais

Muito antes de existirem os Malucos do Riso, este era o tipo de malucos que tinha um espaço reservado na televisão. Um logotipo da Judiciária anunciava a seriedade da coisa, partindo-se depois para uma descrição da zona e da indumentária da pessoa à altura do seu desaparecimento que, invariavelmente sofria de alguma maleita ou perturbação mental. Seguia-se, em certos casos, uma fotografia do desaparecido que, invariavelmente, não fugia muito do patamar assustador/depressivo.

Embora a fotografia fosse mais propícia a que alguém fugisse ao encontrar o dito personagem, não me recordo de haver um follow up do género – “Obrigadinho amigos, já encontrámos o Ti Álvaro, estava a comer bocados de madeira e a correr todo nu atrás dos patos no Jardim da Estrela”. Ou seja, a sensação com que ficava era que o número de malucos à solta ia engrossando, sem que se encontrasse ninguém. Mas depois vinha o labrego do Vitinho e ficava tudo bem.

Hoje em dia, já não se vêem anúncios destes na televisão, mas desconfio que isso não significa que deixaram de haver malucos em fuga. O problema é que os malucos que lá aparecem em prime time, são quase todos demasiado fáceis de encontrar, por muito que lancemos preces para que alguns deles possam desaparecer de uma vez por todas.

3.2.11

Do melhorzinho que tenho vistinho

Ali para os ladinhos de Campolidezinho, à disposição de parvinhos como euzinho...


2.2.11

The Curse de inglês

Não há nada a fazer, há pessoas que nascem com habilidade para as línguas e outras que, pura e simplesmente não a têm (a habilidade e não a língua, clarifique-se). No entanto, ganham por vezes a oportunidade de se imortalizarem, ainda que de forma involuntária.

Porque das coisas boas não reza a história satírica, se pensarmos em momentos míticos em que alguém usou o seu inglês de forma epicamente errada, temos diversão garantida. E eu digo inglês, porque é para a minha geração o denominador mais comum, tal como o francês o era no tempo dos meus pais. Castelhano não conta, porque o portunhol é, em si mesmo, um linguajar tão aceitável como o mirandês.

Relembro por isso com saudade um colega, na já distante disciplina de inglês do 9º ano. O Ricardo, como era conhecido pelos seus pais, veio transferido de outra escola já com o primeiro período em andamento. A professora de inglês, também directora de turma, aproveitou a primeira aula dele para enturmá-lo melhor e puxar pelo seu inglês.

“Então Ricardo e ao nível de inglês, como é que estamos?”

“Epá, estamos um bocado mal...”

“Mal? Mas não tens habilitações?”

“Epá stôra deixe lá isso, eu a inglês só sei dizer bem uma coisa - Uatchór name.

A partir daí, Ricardo deixou de ser Ricardo, para passar a ser Uatchó, o gajo que animava toda e qualquer aula de inglês, com um léxico que incluía até justificações cinco estrelas para trabalhos de casa não cumpridos.

“Ticher ame sori. When i was waiting in the paragem, i was reading the fotocópias, and the uinde, the uinde...” (acompanhar esta frase com um gesticular de braços a imitar o vento).

Posso não ter frequentado os melhores colégios, mas são episódios como este que me fazem valorizar cada segundo que passei numa escola cujo lema era “Se ninguém aceita a tua matrícula, vem ter connosco”.

1.2.11

Que bem que se inova em Portugal

Segundo o que li, Portugal foi dos países que mais cresceu no ranking da inovação da UE.

Bem, nem tudo é mau, pois tenho a certeza que Inovámos na corrupção, nos níveis de insatisfação, na falta de confiança e em muitas outras matérias de igual importância mas, sendo um gajo positivo apesar do que possa transparecer, acima de tudo acredito numa outra capacidade de inovar em que os portugueses têm mostrado talento acima da média.

Continuamos a inovar todos os dias na capacidade de nos rirmos do que se passa à nossa volta, para podermos tentar seguir em frente, em vez de simplesmente cair para o lado.