27.12.11

O síndrome do cu espetado ao balcão

Esqueçam o relembrar das inúmeras e belas prendas que receberam, incluindo aquela cujo primeiro pensamento que causou foi “Como me vou eu livrar desta trampa?” ou o recapitular das 38.219 iguarias que provaram em menos de 25 minutos, tudo porque são matreiros ao ponto de saberem que o cérebro demora meia hora a avisar o estômago que já está cheio.

Venho apenas aqui deixar duas linhas sobre um flagelo que há muito prolifera por entre a classe masculina portuguesa e que, apesar de ser imune, me deixa comovido – o síndrome do cu espetado ao balcão.

Dizem os livros da especialidade que o indivíduo que sofra disto, cada vez que vê uma mulher que considera interessante por detrás de um balcão sofre de uma gravosa tendência para se inclinar de cu espetado ao balcão, como prova do seu garbo e, possivelmente, de uma qualquer degeneração da coluna e do bom senso.

Quanto maior o interesse, maior a inclinação e por causa disso, hoje no banco o indivíduo à minha frente por momentos pareceu querer fazer do traseiro a máquina onde devia depositar o cheque. Felizmente o desinteresse e rapidez da funcionária ajudou a que a minha exposição a esse cenário fosse breve.

Atenção, o síndrome do cu espetado é próprio do género masculino, embora possa por vezes ser confundido com o “síndrome da prateleira no balcão”, em que uma jovem perante um tipo interessante por detrás de um balcão pode sentir espasmos na coluna que a levam a depositar o torso em cima do dito cujo, enquanto colocam em jogo atributos que possam avaliar o interesse.

Bem hajam a todos, mesmo aos cu-espetadistas que me lêem.

1 comentário:

  1. As prateleireiras baixinhas veêm-se muitas vezes em apuros, não tendo outra alternativa senão apoiar languidamente os queixos em cima de um sortido de migalhas de baguete.

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