9.11.11

O fim segundo a greve



O fim que impus a este blog, está a provar que temos que ter muito cuidado quando se instituem parâmetros desta dimensão. Este fim, ao que parece, vem munido de espírito sindicalista reivindicativo e, como tal, aproveitou a maré e ontem meteu greve.

Ora eu não possuo ferramentas de pressão adequadas para lidar com este fim e com a sua atitude já que, sendo ele o que é, está-se bem a lixar se perde o emprego, não tendo sequer pequenos fins à espera em casa para sustentar. Para um fim, qualquer fim é bom, mesmo que não seja o seu.

Sendo assim decidi sair à rua, nem que fosse pela razão de que já o ia fazer de qualquer forma, e observar a população em dia de greve para providenciar um relato que sustente este espaço em dia de contestação social.

Circulando pelas ruas apercebi-me que há muita gente que, qual bebés, aprendem a dar os seus primeiros passos. Falta de hábito, falta de memória, falta de cálcio talvez, a verdade é que se nota que não estão habituados à circulação pedonal. E, em muitos casos, isso só seria encantador para os pais deles, se tivessem pachorra de estar ali a vê-los.

Fica-se também a saber quem são as pessoas mais pacientes da nossa sociedade. São aquelas que aguardam nas paragens, qual peregrino à espera de ver o Sol a girar. Se estiver de chuva, contentam-se em não ser encharcadas pelos carros que passam. Passam de pacientes a mártires se ao lado delas estiver um entusiasta da conversa de encher chouriços.

Descobre-se ainda que quem depende em demasia do carro, fica como toda a gente que depende demasiado do que quer que seja, quando a coisa não circula com a fluidez necessária – alterados. E alterados é uma metáfora para não dizer f#!!%!% da vida com o c”#%”#%”% do trânsito de m3#”$”% e a culpa é desses fi!”#$! D# P#$”$ que deixam isto chegar a esse ponto.

Podia dizer mais sobre a greve, mas tudo tem o seu fim, até a greve do meu fim, por isso vamos continuando a não continuar

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