24.10.11

O fim

Levantei-me tarde e já é tarde sempre quando me levanto, basta pensar no que já podia ter feito enquanto dormia. Não ouvi nada, exactamente como esperava ouvir, já que não faz nada sozinho se não for eu.

Não bati à porta, primeiro porque acho que ele é surdo, depois porque já nos conhecemos há tempo suficiente para dispensarmos formalidades.

Lá estava ele, parado, sem nada de novo para dizer e com cada vez menos gente disposto a ouvi-lo. Tal como nas últimas semanas, não deu por mim a entrar, até porque nas últimas semanas eu não tinha de facto entrado.

Ri-me em silêncio, tão cheio de pompa, de pseudo sagacidade e agora tinha mais mofo que uns bibelots de quinta categoria escondidos numa arrecadação à espera de um parente incauto no próximo Natal.

Estava na hora.

Agarrei-o de repente, não esboçou nenhuma reacção e em menos de dois segundos, já com a janela aberta atirei-o rumo ao vazio.

Passaram mais dois segundos e cheguei uma conclusão “Estúpido de merda, para acabares com o blog não precisavas de ter atirado com o computador janela fora”.

E corri pelas escadas abaixo, sabendo que só à conta da minha idiotice é que ele iria sobreviver.

O escroque do blog tinha vida própria e teimava em não morrer.






Durante as próximas semanas, Mak, o Mau irá imaginar a morte deste blog, suspeitando que este irá fazer o mesmo em relação a si. Com uma vantagem, Mak sabe onde fica o botão “delete” do blog.

7 comentários:

  1. é só uma suposição isso da morte deste blog certo? O.o

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  2. Meu caro, gosto muito de vir aqui ao seu blog, tem aquele dom da escrita, e isso é bom, por isso, desmarque essa ideia!!!
    Abraço e boa semana!!!

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  3. Mas qué isto?? Agora os blogues andam com ideias suicidas?? Temos de impedir isto! Mak, o Mau é imortal!

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