25.7.11

O cavalheiro importa-se que lhe parta a boca toda

Num mundo a sério, a porrada não teria que ser sinónimo de má educação. Sangue sim, custos dentários agravados também, mas palavreado grosseirão é que não, já que a imaginação tende a ser escassa em momentos de maior tensão e acabamos por testemunhar o desfiar do mesmo lote de insultos rotineiros do costume.

A - “O senhor permita-me o comentário, mas tendo na sua progenitora uma meretriz, não podia esperar de si outra atitude.”

B - “Mas por quem é meu caro acrescento-lhe até, antes de agraciar o seu nariz com uma dedicada cabeçada, que a sua cara metade não tem comigo essa atitude quando a vou deixar a casa.”

A – “Correndo o risco de agrupar todos os seus familiares no mesmo grupo suíno, posso dizer que o seu comentário não me ofende, porque sei que do chiqueiro só emana um tipo de fragrância. Mas tal consideração não me vai impedir de dar aos seus testículos outra perspectiva do interior do seu corpo”.

B – “Compreendo perfeitamente a sua ansiedade por entrar em contacto com zonas do corpo que porventura desconhece em si mesmo mas permita-me sugerir, meu caro portador de toda e qualquer doença venérea conhecida da Humanidade que vá gratificar cavalos com muito carinho.”

A – “Permita-me encurtar a nossa argumentação, pois tenho apenas mais 15 minutos para chegar ao trabalho. Posso começar-lhe a partir-lhe a boca toda sem mais demoras?”

B – “Pode certamente tentar, mas terei todo o gostro em retribuir-lhe com um enxerto de porrada da melhor colheita, que guardo sempre para momentos especiais.”

A – Ora essa, vamos a isso.

2 comentários:

  1. Queres que te empreste um pé de cabra? recomendo.

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  2. Dizem que se for um pé de cabra cega é mais divertido...

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