28.7.11

Fernando Mendes também é Natal

Por este andar, isto também acaba em Dezembro, mas começou há coisa de pouco tempo aqui.

Bem Visto disse...Chovendo em Novembro, Natal em Dezembro.

E eu explico (relembrando que existem diferenças entre juliano e gregoriano, mas também entre Celsius e Fahrenheit):

Sem que o consultassem, o velho das barbas e dos presentes tinha visto fixarem-lhe o domicílio na Finlândia. E, se no que diz respeito à vodka e ao salmão fumado não tinha queixas, o mesmo não se podia dizer em relação ao clima, que basicamente o deixava todo feito num molho de brócolos. Se o seu maior dia de trabalho era sempre o mesmo, bem o podiam ter colocado num sítio de temperatura mais amena que a Parvónia ou lá como se chamava aquilo.

Dirigindo-se à DGAN (Direcção Geral de Actividades Natalícias), lançou um ultimato: “Meus amigos, este ano é assim, eu que apanhe um pingo de chuva ou neve em Novembro e vão ver que para mim é Natal em Dezembro e vocês que se desenrasquem.” Mal ele saiu os responsáveis da DGAN encolheram os ombros, não era a primeira vez que quando serviam meia desfeita na cantina o velho lhes aparecia ali com filosofias e cheiro a pomada das antigas. O Natal em Dezembro, mas que grande novidade e chuva em Novembro, que outra coisa seria de esperar... E nada fizeram.

Chegados a 18 de Dezembro, no meio da azáfama tradicional, deram por falta do velho das barbas e dos presentes. Fez-se uma busca, não estava em casa, nem no bar, nem sequer na casa de duendas de Madame Lili. O pânico instalou-se e foram lançadas buscas mais exaustivas, que não resultaram em nada, até dia 23, altura em que foi recebido um postal com uma linda praia de areias brancas e uma imagem de Roberto Carlos sobreposta ao céu.

“Eu avisei, os meus bicos de papagaio fizeram o resto e agora vocês e as crianças e a porra do cheiro a bosta de rena que se lixem. Não volto tão cedo e se voltar, é só para a Claudomira obter nacionalidade da Latónia ou lá como é que isso se chama. Fiquem.”

O carimbo era de Natal e no Brasil não havia acordo de extradição para velhos de barbas que distribuem diferenças.


E lá tiveram que pôr uma barba falsa a um tipo que estava sempre pronto para um trabalho temporário, desde que houvesse catering ilimitado. E nesse ano muitas crianças ouviram gritar, na noite de 24 para 25, “Espectáculo”.

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