24.3.11

A inconsequência da sequência

Antigo provérbio malaio, inventado por mim agora – Quando no autocarro a leitura não te prender, deixa nas conversas dos outros a tua imaginação crescer.

Chamada 1, ouvida por acaso - ...Pois é, e com essa história toda, não sei o que te diga, vejo-me sempre a ter que ouvir que sou mal educada, que expludo e que sou arrogante, quando sei perfeitamente que não sou nada assim e que isso é fruto de cabeças doentes que só tiram prazer em deixar os outros tristes.

Chamada 2, minutos depois, ouvida muito pouco por acaso – Então querida, sempre podes vir beber um café comigo antes de jantar? (silêncio breve, que deduz resposta negativa) Não podes porquê cabra de merda, duvido que tenhas algo melhor para fazer.

Senti-me de imediato uma cabeça doente.

5 comentários:

  1. Ehehehehe. O que se ouve no autocarro é hilariante. Há malta que vem a conversar durante todo o percurso e ficamos a saber grande parte da vida deles. Eu não leio portanto limito-me a fingir que venho a ver a paisagem ;-)

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  2. Também há aquelas pessoas que acham que os transportes públicos são consultórios do "Olá Jovem" e desbobinam a vida sexual toda. Quem quiser ouvir que foi em pé, na casa da mãe, ouve. Quem não quiser, também ouve!

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  3. Descobri este blog agora e achei imensa piada a este post. Porque se ligarmos as "antenas" apanham-se coisas mesmo mesmo mesmo engraçadas.

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