28.2.11

Ó tempo, não voltes para trás que estás bem assim

Não tenho grande admiração por aqueles que gerem a sua vida como um relógio suíço, na mesma medida em que me arrepiam ligeiramente as pessoas que mantêm a sua mesa de trabalho arrumada de forma imaculada, mesmo enquanto trabalham.

Acredito que possa haver nisso alguma virtude, mas não um exemplo a seguir. Pelo menos para mim.

Isto não significa que seja obrigatoriamente desorganizado. Mas, para me organizar, preciso de ver o caos ou, pelo menos, um cheirinho dele.

Por isso, se tudo não mudar amanhã, vou ter que perceber qual a melhor maneira de mudar de casa, escrever conteúdos de todas as maneiras, feitios, intenções, proporções e outras satisfações, correr uma meia maratona, preparar-me para uma maratona, ver a luz do dia de alguns projectos que ganham vida a altas horas da noite e, possível e esperançosamente, mudar-me de novo, tudo isto antes do meio do ano.

Sim, já consigo ver o caos com um cheirinho que até tresanda. Vou agora ver o que se pode fazer para tentar começar a trabalhar na ordem.

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