8.11.10

Ver filmes alternativos com um garfo os olhos

Pronto, admito, fui ver um filme alternativo, mas atenção era daqueles alternativos a sério e não dos que só são alternativos do bilhete para fora. A parte do garfo nos olhos é só uma metáfora para vos chamar a atenção e relembrar episódios da vossa infância.

Antes de mais, um esclarecimento da gerência: nada tenho contra o filme alternativo que conta uma boa história fora dos moldes tradicionais das produções big budget. Mas, se por alternativo se entende pastiche presunçoso e umbiguista do realizador, em que a história é opcional face ao exercício de estilo ou uma glorificação de qualquer película simples, só porque é oriunda de um país onde falam de forma estranha, então eu digo-vos para meterem o alternativo numa zona também ela bastante glorificada por outro tipo de cinema.

Agora, a minha reles justificação: moro nas cercanias de um cinema dado ao alternativo. Queria ver um filme, cheguei fora de horas, restou-nos outro. O título tresandava a alternativismo primário mas, desconhecendo a história, arriscámos no desconhecido.
A sala composta dava a ideia que a coisa podia não ser como já a estávamos a pintar.

Uma hora e meia depois, saímos a dizer que a sala composta era efectivamente uma cabra mentirosa e que tínhamos sido “alternativizados” por mais um filme que podia ser um quadro, tal a sua pastosidade.

Era assim tão mau? Bem, já vi bem piores e a pagar. Mas, não era aquilo a que eu chamo um bom filme, independentemente dos prémios que possa ter ganho ou a interessante dicotomia gerada pela temática e o seu enquadramento na realidade descrita e outro tipo de linguajar pós-moderno.

E a mim chateia-me que se valorize tudo o que é diferente, não porque é bom e diferente, mas só porque é diferente. E isto vale para para o cinema e para o resto, sejam películas sobre agricultores que falam com abóboras ou o último disco de uma banda hippie-metal turca.

É por estas e por outras que não deixo que me chamem alternativo. Prefiro, pura e simplesmente, parvo.

5 comentários:

  1. Dispenso filmes pra intelectuais ou os ditos alternativos. Sempre me achei esperta, não preciso de ver filmes entediantes para o mostrar aos outros.

    E é isso.

    ResponderEliminar
  2. Mak, tu nao existes pá. Quer dizer, ha quem diga que sim mas eu tenho as minhas duvidas.

    PS - Pensava que me ias mandar um postal tambem e eu ja tinha pensado retribuir com uma mini mas se calhar tu és abstémio... ;)

    ResponderEliminar
  3. Tudo ainda é possível caro Jibóia, até porque sendo aquilo a que se chama um traste, ainda não tratei dos postais virtuais a quem assim os pediu...

    As saudades de voltar a um posto dos Correios eram muitas, por isso comecei por aí...

    ResponderEliminar
  4. Jibóia, és mesmo um picuinhas do caraças. Só porque eu tive um postal também tens que ter? Vai pagar o postal com uma mini??? Pppfff. Vê-se logo que não sabes quanto me custou o meu...

    ResponderEliminar
  5. Pipoca, receber um postal do Mak é como ter o single do Marco Paulo "Eu tenho dois amores" autografado! Quase ninguèm tem! Estás a brincar ou quê?!

    ResponderEliminar

Se vais dizer alguma coisa, escreve, não fiques para aí a olhar.