4.11.10

Poesia matinal intermitente

Meu grande filho da p%$a,
Eu já cá estava primeiro,
P$%a é a tua mulher e o teu pai é P”#$”%leiro,
Ouve lá meu c#$%ão, mas tu és ceguinho?
Cala-te sua vaca, ou vou-te ao focinho.

Mas isto está tudo marado,
Ou é impressão minha?
Olha-me aquele alucinado,
Ia atropelando o c#”%&lho da velhinha.

Qual é a tua anormal de m#$”%a,
Não vês o autocarro?
Encosta lá meu palerma,
E vais ver esse trombil redecorado.

Você é uma besta,
E o senhor é um animal,
Estou a ver que você quer festa,
Consigo? Só se for porrada em arraial.

Ó c#%”%lho chega à frente,
Recua tu meu p”#$”eiro,
Vê lá se não te caem os dentes,
Oh meu c#$”%ão, parto-te eu a boca primeiro.

Então mas ninguém resolve isto,
Se calhar a culpa é desse Governo de Pa#$%”#%eiros,
Ai valha-nos Cristo,
Nem sequer aparecem polícias sinaleiros.

Sentadinho nos transportes,
Olho para os semáforos fundidos,
Oiço ao fundo ameaças de morte,
E rio-me dos condutores, esse bando de f#$”%os.

1 comentário:

  1. Mas que poema mais bonito...

    De facto, mais vale ir de transportes do que aturar o raio do trânsito.

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