5.11.10

Os Eclipsadores de Dinheiro

Esqueçam a crise. Aliás, devido ao excesso de uso, a palavra crise entrou em crise e teve um esgotamento. Já esqueceram?

Ainda não?
Bem, pensem em póneis verdes, parece que ajuda a descontrair. Quer dizer, a mim ajuda-me, rir um bocado a pensar em vocês a pensarem em póneis verdes, só porque eu vos disse.

Mas chega de diversão e falemos coisas que, não sendo sérias, fazem aqueles que têm a capacidade de pensar franzir as sobrancelhas durante 2,3 segundos.
Estou certo que, entre as pessoas que conhecem (caso não sejam vocês próprios), existem um ou mais “eclipsadores de dinheiro”.

Basicamente são aquelas pessoas que, sem motivos aparentes e sem ostentação aparente, ciclicamente dizem “Epá, não tenho dinheiro” ou “Não fiz nada de especial e estou sem dinheiro”. Atenção, não falo de gente com mil encargos, cinquenta mil contas a pagar, flagelados pelo desemprego, mutilados pelo azar, blasfemados pelos infortúnios da vida e afins.

Falo de gente “normal”, em situações “normais”, com rendimento “normal” e uma anormal propensão para não saber o que acontece ao seu próprio dinheiro. E nem me refiro à necessidade de apontar tudo num livrinho, até porque eu fiz isso durante algum tempo quando andava a gastar mais em drogas e em armas, mas depois tive de vender o livrinho porque andava de facto a gastar demasiado em drogas e em armas.

Por mais que tente controlar o seu dinheiro, os eclipsadores de dinheiro pura e simplesmente não sabem explicar o facto de não saberem para onde foi o dinheiro. O que é chato, porque se eu gastasse, por exemplo, o dinheiro todo em pães de alho, gostava ao menos de poder dizer “Epá, enlouqueci e comi todo o pão de alho do mundo e agora não tenho dinheiro” ou, se fosse mais leviano, confessar “Pois, entusiasmei-me a ver o efeito de notas a queimar e agora não tenho nenhuma”.

A dúvida subsiste e o dinheiro não existe, quando és um eclipsador de dinheiro. Devem haver associações que tratam disto, mas em que ninguém paga as quotas ou os tratamentos. Essencialmente por não saberem o que fizeram ao dinheiro.

7 comentários:

  1. Ingénua... Imaginei mesmo o pónei verde.

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  2. Não fales de mim nas costas!

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  3. Eu tenho um livrinho desses, para não me perder com os gastos.

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  4. Sr Mak recebi hoje o postal. :D Muito obrigada, já está direitinho na minha colecção

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  5. Hummm...Não queria antes dizer a "divida subsiste"?!

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  6. Creio que isso é uma questão de fundos...

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