13.11.10

A carochinha e os canhotos

Dizem que só uma em cada dez pessoas é canhota. Faço portanto parte de uma minoria, a par da minoria de gente que consegue mexer a orelha esquerda por si só.

Mas, ao contrário da minoria de gente que mexe a orelha esquerda por si só, tem-se falado muito mais ao longo do tempo dos canhotos. Do tempo das bruxas, ao pessoal que levava porrada de três em pipa para esconder o facto de ser esquerdino, muitas coisas mudaram até hoje. Bem, os italianos ainda continuam a dizer que somos sinistros, mas pronto o que é que se há-de fazer.

Ainda hoje me disseram que é natural os canhotos terem uma esperança de vida inferior, por serem mais dados a morrer de acidentes, num mundo construído essencialmente a pensar em dextros.

Não acredito muito nisso e, pelos vistos, estes senhores também não e fica aqui um abraço para esse grande canhoto, o tio Obama. E só não perco mais tempo a explicar-vos porquê, porque me estou a esvair em sangue depois de um infeliz incidente com um descascador de batatas pró-dextros.

4 comentários:

  1. Tenho um tio que na primária levou porrada das freiras por ser canhoto. Até que chegou lá um inspector e disse que não era pecado nenhum nem crime.
    Provocador como qualquer membro desta família, no dia do exame e mesmo em frente às freiras escreve tudo com a mão direita!

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  2. Tirando os sérios problemas com as tesouras; de nunca ter conseguido cortar batatas, cenouras e maçãs, de ser incapaz de fazer renda (ohhh) e a problemática dos exames naqueles anfiteatros gigantes, de onde sai a mesinha individual a pensar nos dextros ... [e o facto de além de canhota ter aprendido a escrever (sozinha) da direita p'ra esquerda] ... nunca tive grandes problemas em ser canhota :)

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  3. É sinistro mesmo ainda haver quem acredite nessas coisas.

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Se vais dizer alguma coisa, escreve, não fiques para aí a olhar.