21.10.10

A suave maquilhagem da vida

A verdade é esta, nós maquilhamos a vida, sempre que isso nos dá jeito.
Se a coisa é má ou não recomendável, mas nós gostamos dela, realçamos tudo o que tem de bom e puxamos pelos seus pontos fortes.
Se não gostamos de algo que não é necessariamente mau, tendemos a carregar no que de pior tem, para justificar a nossa escolha.

Olha que bonito, um filósofo de pacotilha, dirão vocês enquanto lambem um frasco do rimel e preparam uma piña colada.

Nada disso, a seguir vou vender-vos o meu peixe, servindo-me de quem o vende como ninguém.

Correr.

Muita gente gosta, outros tantos odeiam. Uns fazem-no por gosto, outros por obrigação e outros apenas para apanhar o autocarro. Outros ainda são apenas corridos.

Para quem não goste, eis como maquilhar algo de forma pseudo-poético-urbana, dando-lhe um toque de atitude, um toque de way of life e um toque de preto e branco épico.



Correr deixa de ser correr.
Passa a ser voar, libertar, soltar-se, deixar tudo para trás, abraçar o desconhecido, desafiar o conhecido dentro de nós.
Passa a ser sobretudo, sobre nada. Mas, simplesmente sobre ti.



E, é claro, como ter estilo ao fazê-lo.
Porque tanto nas pessoas como nas marcas, pouco ou nada é maquilhado por acaso.

3 comentários:

  1. Curioso, experimentei agora e deu, cara secretária.

    De qualquer forma, fica aqui o link directo.

    http://blog.defgrip.net/2010/10/nike-bridge-runners-by-tim-barber/

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  2. Ao ler este post lembrei-me do livro " What I talk about when I talk about running" do Murakami.
    Agora vou ler mais um pouco deste Blog

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