14.10.10

O de Otário

Toda a gente conhece um.
Toda a gente já foi um, nem que seja por uns segundos, por um dia, todas as terças, como hobbie ou como religião. Se achas que não és um, nem nunca foste, provavelmente se-lo-às mais do que alguma vez pensaste ser possível seres.
São raros os OTNIS (Otários Não Identificados) na nossa vida. O nosso instinto natural é reconhecê-los a milhas de distância, a não que estejamos a desempenhar nós mesmos o papel.

Aliás, desconfiem das pessoas que dizem com alguma raiva “Não suporto otários”, pois por norma são as mesmas pessoas que começam histórias rocambolescas com “Conheço um otário que...”. Nada é com elas, mas tudo é sobre elas. Da minha parte, existe um enorme respeito pelos otários, respeito e distância, sempre que possível, para evitar um contágio irrevogável. Sejamos otários com parcimónia.

Para se fazer história, muitas vezes é preciso um otário no enredo. Para se ir parar ao bairro da Apelação, quando se quer ir para o Colombo, dá jeito um otário ao volante.

Os otários podem viver sem nós. Nós podemos viver sem Zon, mas sem otários não era a mesma coisa.

Por tudo o que já fizeram por mim, por tudo o que já passámos juntos e por tudo o que acredito que ainda temos para partilhar, gostaria de agradecer a todos os otários à minha volta.

Mesmo aqueles que não leiam este blog.

4 comentários:

  1. Boa tarde, chamo-me Prezado e já fui otário.

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  2. Infelizmente, depois disto não podes ser anónimo...

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  3. ... no momento em que deixei aqui um comentário.

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  4. Não nego tendências otárias... não nego. Controlo-as bem.

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