14.10.10

N de Nega, nega-me mucho...

Ao longo da fase da vida em que se frequenta escolas, faculdades, aulas em estabelecimentos prisionais, etc, apresentam-nos a nega:

em testes,
nas notas,
nas traseiras da escola (normalmente em proporção inversa às negas obtidas dentro da sala de aula)
a pedir para ir a festas.
Já nas festas,
a pedir outro tipo de festas.


E por aí em diante.

Mas, fora casos mais traumatizantes, a nega nessa fase da vida é vista mais tarde como uma cena engraçada para contar em histórias, como aquela cicatriz na testa que nos faz lembrar o dia em que tentámos atirar 10 pratos ao ar e apanhá-los com a cabeça. Sem grande sucesso, deduz-se.

Quando se chega a adulto, a nega fica mais séria e há até quem lhe chame nomes feios e não lide bem com a coisa. Creio que há dois caminhos para resolver isso: o da esquerda e o da direita.

Como pelo da direita não costumo ir, falo-vos do que conheço. Para mim, lidar com uma nega, seja ela de que marca for, devia ser como ter aulas de natação numa piscina de rejeição com uma sunga de bom porte. Ou aprendes a nadar através dela e chegas ao outro lado a sentir-te com mais força ou deixas-te ir ao fundo.
Caso não veja uma piscina, mas um oceano de rejeição, consulte o seu médico de família ou dirija-se à farmácia mais próxima.

Mas isto sou eu, que lido bem com a coisa e acredito no copo meio cheio, mesmo que seja meio cheio de trampa.

Ou então estou em negação.

2 comentários:

  1. É por isso que sou da opinião que todas as crianças devem frequentar a escola e que os anos de ensino obrigatório deveriam aumentar; se não aprenderem mais nada de jeito, pelo menos aumenta a probabilidade de aprendem a lidar com as negas quando crescerem.

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  2. É por andar muita gente em negação que andam com os pés na Lua. Gosto da ideia da piscina, ou aprendes a lidar com a rejeição ou vives num mundo à parte.

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