30.9.10

I de Ironia Invisivelmente visível

A ironia






















como deve de ser é assim, invisível, pisca-se os olhos e não se vê nada. Muito se queixam-se da sua parvoíce, não a compreendem, confundem-na com má educação e com os outros primos, como o desdém e a sobranceria. Não lhes liguem, vêm da parte bruta da família.

Gosto da ironia como quem gosta de um bom tempero, equilibrada sem avinagrar no azedume, sem azeitar o discurso tornando-o gorduroso ou dando-lhe mais do que aquilo que precisa.

A ironia não é propriedade dos ricos, playground dos cultos ou refém de modas. É um factor transversal que ajuda a diferenciar os que percebem, dos que fazem que percebem. A vida é irónica, mas a ironia da vida é haver quem a passe sem perceber.

Não é coisa de parvos, antes pelo contrário. O que torna irónico o facto de falar sobre isto aqui.

4 comentários:

  1. Está na moda dizer que se é irónico, sabias? Eu sou. Mas nem o digo, para não pensarem que é moda minha.

    ResponderEliminar
  2. Ui, as modas. Nesse sentido só me preocupa não ter um chapéu de feltro para combinar com a ironia que uso ao fim de semana.

    ResponderEliminar
  3. Eu até opinaria mas depois podias pensar que estava a ser irónica...:-)

    ResponderEliminar
  4. A ironia convém que seja utilizada com quem a percebe. Caso contrário pode ter efeitos nefastos e contrários à ideia original de quem a utilizou.

    A arte é essa: saber com quem utilizá-la.

    ResponderEliminar

Se vais dizer alguma coisa, escreve, não fiques para aí a olhar.