27.9.10

E de Enredo – Porque não se livram do Makcedário assim

Com um tempo outonal tão interessante, seria de esperar que bonitos temas arranjassem forma de serem publicados aqui. Mas, isto é um antro onde o cheiro a mofo não sai com facilidade e, como tal, a persistência temática nesta invenção do Makcedário continua.

E porquê a construção de semelhante cenário, se era mais fácil começar o texto e não maçar os vossos olhinhos papudos com introduções e afins?
Fácil, porque é de enredos que se trata neste início de semana.

Antes de mais, não estamos a falar de novelas da TV porque aí os enredos, por mais complexos que tentem ser, tendem para o mais básico que pode haver. Parece que escolhem sempre de três ou quatro moldes disponíveis e mudam os nomes às personagens ou trocam-nas de cenário.

Para mim, os enredos que interessam são os da vida real. Sim, porque as pessoas por norma dizem que não gostam de rodriguinhos e apreciam a frontalidade, etc e tal, mas também é certo que as pessoas, não raras vezes, não fazem o que dizem. Por isso quem, como eu, aprecia observar a realidade à sua volta e, porque não, construir histórias a partir da mesma, não há melhor do que os enredos do quotidiano.

Não que um bom livro ou um bom filme não façam o truque e, não raras vezes, nos encham as medidas, mas o enredo que se desenrola ao nosso lado e no qual podemos ser protagonistas ou meros observadores, para mim tem outro gosto.

Discussões, seduções, aberrações, confusões, explicações, omissões, diversões ou até aparições são apenas exemplos de mini e macro enredos que nos envolvem. E o certo é que a história é outra quando estamos envolvidos, todos os dias nos chegam aos ouvidos e aos olhos enredos vividos por outros.

E, mesmo que nem sempre saibamos como a história acaba, resta-nos o gozo de poder tentar adivinhar, projectar ou tirar conclusões a partir dela. Depende sempre do enredo...

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