11.8.10

Ter ou mostrar que se tem, eis a questão


Nos dias que correm, há um chip qualquer em muita gente, que as leva a pensar que não basta ter algo para isso se tornar satisfatório a um nível mais que suficiente. É preciso mostrar que se tem e, por mostrar, entende-se aqui a coisa como algo ostensivo e pouco natural.

E isto é válido da coisa mais ínfima, ao aspecto mais colossal, do livro que se leu à vivenda colossal que se comprou. As coisas só ganham importância se existir uma plateia e se, pelo meio, se puder fazer inveja a dois ou três.

Como não vou começar para aqui a gabar-me da minha vida fantástica, de todo o meu património cultural, material e neanderthal só para vos deprimir ainda mais, deixo-vos um exemplo que ilustra um pouco esta história. É uma piada antiga, mas dentro da validade.

Um indivíduo está a fazer um cruzeiro e o barco vai ao fundo. Acorda numa ilha deserta com a Heidi Klum ao lado, também ela vítima do mesmo acidente. Depois de umas semanas a conhecerem-se melhor e a sobreviver em conjunto, acabam enrolados.
Tudo corria bem, mas passadas umas semanas, o gajo começa a ficar triste. Heidi tenta de tudo, incluindo proezas sexuais inauditas, lutar com animais selvagens para lhe cozinhar uma refeição decente, etc. Nada resulta
Finalmente ela pergunta-lhe “Sei que estás muito triste. Diz-me o que é preciso para te fazer feliz e eu faço”.
E ele “A sério? Tudo?”. Ela concorda.
Ele “Então, se faz favor, pedia-te que cortasses o cabelo muito curtinho e guardasses uma farripa de cabelo. Depois, vestias aquele fato que veio dar à costa outro dia, com a gravata, punhas a farripa como bigode e vinhas ter comigo. Não estranhes se eu te chamar Vasco.”

Heidi pensou que ele estava maluco, mas acedeu a tudo. Já de cabelo curto, farripa a fazer de bigode e fato e gravata, foi ter com ele. O ar ansioso do artista dizia tudo.

Heidi “Então, cá estou.”
Ele (excitadíssimo) “Epá Vasco, há tempos que não te via, ainda bem que apareceste. Epá, tenho de te contar já uma coisa...Não adivinhas quem é que eu ando a comer – A HEIDI KLUM, meu!”.


PS – A foto foi só para dar contexto, claro está...

8 comentários:

  1. é por isto que venho cá todos os dias

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  2. Ah ah ah Muito bom!
    Pois, infelizmente, grande parte da piada está no gabarem-se...

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  3. Quase quase tão bom como sexo, é falar dele.

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  4. Em jeito de desabafo, ando a pensar nisso há demasiado tempo. Parece ser difícil ser feliz ao pé das outras pessoas, pois se tens - invejam-te, se não tens...oh well, não tens, ignoram-te.

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  5. Isso acontece ao menino e à menina que acha que vale pelo que tem. E assim como acham isso para eles acham também para os outros. E tal como a Margarida, é por culpa destes seus posts que venho cá espreitar diariamente.

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