26.8.10

Tão fácil como ir de A para B

Gosto quando as pessoas utilizam esta expressão. Também gosto quando utilizam a expressão “sui generis” ou “quid pro quo”, mas não me dava muito jeito gastar o latim todo convosco.

Usar A para B como um exemplo de simplicidade é um bocado dúbio até porque, não digam a ninguém, mas A e B podem ser incógnitas. E já se sabe que quando se confia em incógnitas a coisa pode sair errada.

Vejamos o exemplo:

A deve dinheiro a B
B faz-se de esquecido durante vários dias perante A
A é boa gente mas acha que é um abuso da parte B
B continua a fazer de conta, o que irrita A
A resolve confrontar B
B nega a dívida para espanto de A
A pergunta se há casos de loucura na família de B
B ri-se mas continua a negar que deve alguma coisa a A
A chama X e Y que estavam presentes quando emprestou a guita a B
B vê X e Y confirmarem a dívida, mas acha tudo muito estranho da parte de A
A, apesar de lhe apetecer mandá-lo para o C, vai ao multibanco com B
B queixa-se que o multibanco n está a dar talões e que amanhã dá o dinheiro a A
A recusa esperar e vai à procura de um multibanco com talões para B
B leva o caminho todo a dizer que é um exagero da parte de A
A ignora B
B finalmente levanta o dinheiro para pagar a A
A guarda o dinheiro e mentalmente é para o C que manda B
B pede-lhe então dinheiro para o táxi, pois perdeu o autocarro por causa de A
A diz que não tem dinheiro para emprestar, mas que pode oferecer um murro a B
B acha que há uma certa agressividade no ar da parte de A
A acha que é altura de escolher alguém para ficar a falar sozinho e escolhe B.

E é assim a vida de facilidades de A para B

8 comentários:

  1. E assim nos iludes com mais um B A BÁ... trocadilho me m#rda, não ligues, esquieci-me de tomar as gotas...

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  2. Caso não tenhas reparado, faço anos no mesmo dia que o Luís de Matos. Alguma magia tinha de ficar no ar...
    ;)

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  3. És o mestre da cartloa, mas isso eu já sabia. Não te compares ao Luís de Matos, tu usas os teus próprios truques, ele compra os dele...

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  4. Eu costumo usar essas latinices às quais acrescento frequentemente "in vinus veritas", por motivos de embriagues de fim-de-semana.

    Fica assim explicado, por A mais B.

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  5. A linguagem matemática é deveras interessante porém a hipérbola nem sempre faz sentido na angústica de igualarmos o quadrado da hipotenusa à soma do quadrado dos catetos. E já agora A deve dinheiro a B ou matemáticamente o credor é que faz de esquecido?

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  6. quem é que deve a quem? o A acha um abuso dever dinheiro ao B e ele não lhe pedir?
    susana

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  7. @ Pítia - Bem, estava a ver que ninguém notava (ou comentava para o efeito). Fica irónico demais ou a teoria do absurdo comprova-se?

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  8. Eu pessoalmente gosto do "N".
    Já fiz isso N vezes e correu bem...
    Ele há N blogs giros, em particular este: www.soulofsilk.blogspot.com

    :D

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