3.8.10

A Razão da Não Razão

Antes de mais, há uma razão para este título. Era preciso algo assaz pomposo e, ao mesmo tempo, idiota o suficiente para me assentar que nem uma luva.
Depois, eu acredito mesmo nisto. Acho que as pessoas lutam muito mais pela razão, são possessivas em relação à razão, querem ter a razão do seu lado e por aí em diante. Esquecem-se, no entanto, que boa parte da vida se passa no território da “Não Razão”. Cada vez que escolhem algo que não é a escolha racional, que se deixam levar por outros órgãos que não o cérebro, que falam sem pensar e que argumentam sem ter argumentos.

A política aproveita-se do facto de pensarmos que é preciso haver Razão no Governo da nossa vida racional. E promete, promete muito, promete mais que muito, connosco sempre a saber que boa parte dessas promessas nunca verá a luz do dia e as que sobrevivem vêm mais deformadas que o Homem-Elefante.
A escolha já nunca é pelo candidato mais sério, mas sim por aquele que consideramos o mal menor.

Era preciso um relambório épico deste estilo para seguir o exemplo deste cavalheiro e expressar o meu apoio (pela enésima vez) ao Candidato Vieira?
Não. Mas por dez segundos quis parecer que penso no futuro das coisas e que, depois de o fazer, apresento justificações absurdas para as minhas escolhas.

O Manuel João Vieira candidato é uma escolha absurda, uma palhaçada completa, um ajuntamento de alarvidades e um espelho da demência instalada no país?
Claro que é. Por isso é que tem tudo a ver com este blog.

3 comentários:

  1. está faltando um Vieira aqui no Brasil...
    (claro, são todos uns palhaços, mas faltas-lhe o estilo)

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  2. Ora substitui o Manuel João Vieira candidato, por José Sócrates candidato e é basicamente a mesma coisa!

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  3. Depois de Socras, Vieira o unico absurdo plausivel para Portugal!!
    Nao sejam preguicosos e assinem carago!!

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