30.8.10

Plágio de Férias Vol.1

Durante as minhas férias é natural que a disponibilidade seja menor, pelo que resolvi dar um emprego sazonal a outros escritores da nossa praça. Mais ainda, optei por escritores mortos, para que diminua a tendência para me tentarem açambarcar o espaço pela qualidade da sua prosa ou poesia.

É (ou melhor, foi) gente talentosa, que mostrou uma disponibilidade imediata, através de um silêncio de consentimento a todas as questões que fui colocando. Não se importaram sequer que eu desse um toque pessoal aos excertos que vou colocando aqui, de modo a tornar a coisa mais coerente com a falta de coerência do pasquim...

Cá temos o prato do dia

Sim, sei bem
Que nunca serei alguém,
Mas também nunca vivi no Cacém.
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra,
Terei duas, pois a bebida dobra.
Sei, enfim,
Que nunca saberei de mim,
Especialmente se procurar neste pasquim.
Sim, mas agora,
Enquanto dura esta hora,
E deixo os leitores à nora,
Este luar, estes ramos,
Esta paz em que estamos,
Eu de férias e vocês com esgares estranhos,
Deixem-me crer
O que nunca poderei ser,
E se não deixam, vão-se
arrepender.

Fernando "Mak" Pessoa

7 comentários:

  1. De uma profundidade atípica...

    Ameaça velada devidamente registada, caro Mak.

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  2. Estás a ameaçar o pessoal? Olha que uma gaja em fúria é bem mais terrível que mak, o mau.

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  3. Isto partindo do princípio que o Mak não é uma gaja...

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  4. Continua, Mak! Estás no bom caminho!

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  5. pppffff (e estou a meter a língia de fora)

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  6. Quando é que sai a "obra completa de Mak"?

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