1.6.10

Ode aos wannabe

No Metro são sempre os primeiros,
Até em xico-espertice patenteada,
Lá vão armados ao pingarelho,
Mas não saem do meio da manada.

Ao volante são ferozes,
Desdenham por tudo e por nada,
Queriam Jeeps, queriam Porsches,
Mas só conduzem um Lada.

Se trabalhamos no mesmo piso,
Ou partilhamos um elevador,
Não se vos pede um sorriso,
Chega bom dia e faz favor.

Passam ao longe no corredor,
De trombil enfastiado,
Se cara de cu valesse ouro,
Não teriam o crédito mal parado.

Pretendem ser craques ou peritos,
Ou porventura damas emplumadas,
A definição certa é traques ou parvitos
E galinhas emproadas.

É na triste sobranceria,
Que procuram ostentar riqueza,
Por muito que digam mal da periferia,
É o seu espírito que não sairá da pobreza.

10 comentários:

  1. Ah! Gostei de passar por aqui! kiss

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  2. Encontramos gente dessas em todo lado mesmo ;)
    bjinhos

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  3. Com a tua poesia compras sempre o meu comentário.
    Ah poeta!

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  4. e não é que os há em todo o lado!?? ou então trabalhas no memso sítio q eu, porque a descrição dos elevadores e dos corredores por aqui não é mt diferente

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  5. Eu dou um clap-clap-clap porque em termos de rimas sou uma nulidade. E sempre fica bem reconhecer qualidades nos outros que não possuo - dá-me ar de Miss.

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  6. Mais básicas que as minhas rimas só mesmo eu.


    Do léxico, vá lá, ainda se aproveita alguma coisita...

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  7. Gostei do poema, bastante bem pensado ;P

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Se vais dizer alguma coisa, escreve, não fiques para aí a olhar.