26.5.10

Vou dar uma de insular



Dizem que se deve bater na madeira para afastar o azar. Achei que o expoente disso seria ir à Madeira e bater em tudo o que se mexa. Assim sendo, devo ficar livre de azares pelo menos até à idade da reforma.

A verdade é que nunca fui aos principais arquipélagos nacionais, mas a contrabalançar esse facto tenho no currículo as Berlengas, ilha da qual trouxe boas recordações e uma gaivota (don’t ask). No entanto, a maior estranheza desta circunstância de não peregrinação insular deriva do facto de eu estar habituado a rodear-me de gente que mete água por todo o lado, algo sempre bom quando nos queremos convencer que temos algo de genial. Visitar uma ilha deveria ser considerado trabalho específico nessa matéria.

Além disso, acredito na teoria da retribuição divina, pelo que depois de uma catástrofe natural, à Madeira, mais do que iniciativas solidárias e campanhas insípidas, faz falta o Mak, nem que seja para lhes provar que às vezes a Natureza também traz coisas boas do céu.

Também não queria deixar de dar oportunidade ao Alberto João de ter a pisar o mesmo solo que ele alguém com a capacidade de debitar ainda mais alucinações por minutos e sentir-se bem acerca disso. Sem precisar de disfarces carnavalescos. E aproveitei que o Ronaldo não vai estar por lá para não causar ao rapaz a estranha sensação de ser apenas a segunda maior vedeta na sua própria terra. E vamos ficar por aqui, que eu não sou de me gabar.

Não chorem, ainda não é já amanhã, mas vejam isto como uma oportunidade para mostrar que são pessoas viajadas, que são ilhéus de nível ou, simplesmente, malta que viaja muito na net e gosta de mentir.

É que, sendo eu uma mente aberta (de 2a a 6a, das 9 às 18, sem pausa para almoço), estou disposto a ouvir algumas dicas de coisas que não devem perder a oportunidade de serem conhecidas por mim. Mas não dêem baile, que parece que por lá já há quem o faça e bem...

13 comentários:

  1. Bebe Ponchas e Nikitas! As melhores são em Câmara de Lobos, o ambiente é que é para o manhoso, mas se eu sobrevivi, também sobrevives ;-)

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  2. Olhe lá eu sou da madeira! tenha noção...! Espero que nao venhas para cá bater-me.

    Quanto a coisas para fazer depende do que pretendes...!

    Para passeios a pé na natureza tens percursos fantásticos (25 fontes e rabaçal), se és mais dos que nao estao para andar a pé podes sempre ir de carro ao Pico Ruivo e vês as vistas todas da montanha (lindissimo).

    Se estiveres numa de ver paisagens junto ao mar aconselho a Ponta do Sol.

    Para praia tens areia em Machico e na Calheta. O resto sao complexos balneares ou rocha.

    Podes ir andar de barco num catamaran e ver golfinhos por 15 euros.
    Podes ir a ilha de porto santo passar o dia (nao aconselho se estiveres de ressaca) por uma ninharia.

    Para comer aconselho jantar no Armazém do Sal e no Fora de água. Ponchas nao precisas de ir a camara de lobos (embora aconselha se uma visita ja que foi pintada pelo Churchil inumeras x) podes ir ao Number2 no Lido ou ao Mini Eco bar. Poncha de maracuja/Tangerina/tradicional.

    E claro para uma experiencia tipica nao pode faltar a espetada (tens o Lagar em Camara de Lobos).

    Para curtir Marginal, Vespas, Jam, Molhe, Kool, conforme o que gostares de ouvir...

    E pronto espero ter sido util

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  3. Também não fui às ilhas... uma pena, de facto. Mas também já fui às Berlengas e até fiz mergulho lá. Nice, ah?

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  4. Eu sou ilhéu. So what?

    Em relação aos constrangimentos que possas causar ao Ronaldo não te preocupes. Ele está habituado a ser relegado para segundo plano na sua própria terra. Afinal de contas, eu vivo cá.

    P.S. - Esta verificação de palavras para adicionar comentários é maricas. Desactiva lá isto faxavôr.

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  5. epa ha um restaurante em camara de lobos onde os locais vao comer a melhor espetada....
    Tel: +351291946008
    Email: restauranteginjadamadeira@aeiou.pt
    Rua da Achada -13
    9325-017
    Estº Camara de Lobos
    obrigatorio alugar um carro e dar a volta a ilha....
    A Madeira é um sonho!!

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  6. Obrigadinho a quem já contribuiu minha gente, em termos de álcool já tinha obviamente a poncha no coração.

    @ Samy - Então se és um insider dá aí uma dica de ouro a um trouxa do contenente.
    (a cena da verificação é mesmo por isso, só quero comentários de gente sensível, em contacto com a sua feminilidade

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  7. Não é a Madeira que tem um peixe-espada preto típico, carregadinho de metais pesados? Pois procura! Pode ser que te diminua os pêlos do peito e da bigodaça e que te dê uma corzinha à cara numa grande verruga verde na testa... qui ça te transformes num Shrek em ponto pequeno... Sempre original mas sempre um borrachão (ainda a divagar sobre o teu aspecto, instigada pelas tuas publicações anteriores)
    Ass: SB

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  8. Ora bem, pediste dicas, cá vão elas:

    -Nikita (já é famosa, com ou sem alcool é sempre boa) a poncha já é um lugar comum...
    -A espetada também começa a ser um lugar comum, juntamente com o bolo do caco, mas...que se lixe, é bom na mesma (e recomenda-se).
    -Como sou um gajo do Norte, dá um pulinho ao Porto Moniz, aquilo é do melhor. Tens boa gastronomia, boas piscinas (já deves ter ouvido falar delas) e belas veredas que atravessam a floresta Laurissilva.

    De resto não te vou aconselhar este ou aquele restaurante ou este ou aquele bar porque não tenho razões de queixa de nenhum. E porque não gosto de fazer publicidade gratuita.

    O resto descobres quando cá chegares.

    P.S.-Mesmo em contacto com o meu lado feminino, esta verificação de palavras não deixa de ser maricas.

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  9. Tb nunca fui! Fico atenta às sugestões:) bj

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  10. Tenho saudades da Madeira, já fui duas vezes :)
    Ponchas de maracujá no number two (perto do tivoli) é cool.

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  11. Meu cabeça de alfinete, fizeste-me escrever neste boteco.

    Já que vais à Madeira, vê as pirâmides!

    Abraço

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  12. Eu, se fosse a ti, convidava o Alberto João para jantar.

    Devia ser uma experiência interessante...

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  13. Também fui às Berlengas, também mergulhei e também trouxe comigo uma (coisa que pertenceu a uma) gaivota. Também me sentia insularmente ignorante e por isso fui há um ano à Madeira e também bebi poncha e comi caco. De todas estas memórias, guardo com carinho a da sapateira em Peniche. Era boa que se fartava.

    A gaivota também era engraçadinha, vá.

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